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PF deflagra operação nacional contra o crime organizado; ações no RN cumprem mandados em Natal, Mossoró e mais três cidades

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As operações Matriarca e Busting realizam prisões e apreensões em várias cidades do Rio Grande do Norte, focando no crime organizado  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 08/07/2026, às 09h28



A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Força Integrada III, uma ofensiva nacional voltada ao combate às organizações criminosas que atuam em diferentes estados brasileiros.

A ação ocorre de forma simultânea em 14 unidades da Federação e mobiliza as 17 Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), reunindo policiais federais e agentes de segurança estaduais em uma grande operação coordenada.

No Rio Grande do Norte, a ofensiva é realizada por meio de duas investigações distintas: as operações Matriarca, concentrada em Natal, e Busting, desenvolvida na região Oeste potiguar. As apurações envolvem suspeitas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas com estrutura organizada.

Operação Matriarca mira grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro

Na capital potiguar, a Operação Matriarca cumpre cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Além das prisões e buscas, também foram determinadas medidas de bloqueio de contas e sequestro de bens dos investigados, com o objetivo de impedir a movimentação de patrimônio que, segundo a investigação, pode ter origem em atividades criminosas.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação busca desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e de utilizar mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar os recursos obtidos ilegalmente.

As diligências ocorrem em diferentes bairros de Natal e contam com o apoio das forças que integram a FICCO no Rio Grande do Norte.

Operação Busting cumpre mandados em quatro municípios

Na região Oeste do estado, a Operação Busting concentra o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão.

As ações acontecem nos municípios de Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel, onde a Polícia Federal investiga a atuação de uma organização criminosa com presença na região.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes poderão apreender documentos, aparelhos eletrônicos, valores e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Todo o material recolhido será submetido à perícia e poderá servir como prova para identificar integrantes do grupo, sua estrutura financeira e a dinâmica das atividades criminosas.

Operação ocorre em 14 estados

A Operação Força Integrada III foi planejada para atingir organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país, especialmente aquelas ligadas ao tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

Ao todo, a ofensiva nacional prevê o cumprimento de:

  • 179 mandados de busca e apreensão;
  • 93 mandados de prisão;
  • bloqueios e sequestros de bens;
  • outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.

Segundo a Polícia Federal, as ações foram planejadas de forma simultânea justamente para reduzir a possibilidade de fuga de investigados, destruição de provas e movimentação de recursos financeiros.


O que são as FICCOs?

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) são estruturas permanentes criadas para fortalecer a integração entre órgãos de segurança pública no enfrentamento às organizações criminosas.

Cada unidade reúne profissionais de diferentes instituições, permitindo que informações de inteligência sejam compartilhadas e que operações sejam planejadas de maneira conjunta.

Entre os órgãos que normalmente integram as FICCOs estão:

  1. Polícia Federal;
  2. Polícia Civil;
  3. Polícia Militar;
  4. Polícia Penal;
  5. Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen);
  6. Secretarias estaduais de Segurança Pública, conforme a estrutura de cada estado.

O modelo busca ampliar a eficiência das investigações, acelerar o intercâmbio de informações e tornar mais efetivo o combate a facções criminosas que atuam em diferentes municípios e estados.

Entenda as medidas judiciais adotadas na operação

Além dos mandados de prisão e de busca, a Justiça autorizou outras medidas cautelares durante a operação.

A prisão preventiva é determinada quando o Poder Judiciário entende que a liberdade do investigado pode comprometer a investigação, representar risco à ordem pública ou facilitar a fuga.

Já os mandados de busca e apreensão permitem que equipes policiais ingressem em imóveis previamente autorizados para localizar documentos, equipamentos eletrônicos, armas, drogas, dinheiro e outros elementos considerados importantes para a investigação.

Outra medida utilizada é o bloqueio e o sequestro de bens. Nesses casos, contas bancárias, veículos, imóveis ou outros patrimônios dos investigados podem ficar indisponíveis para evitar a ocultação ou a dissipação de recursos que possam ter origem em atividades criminosas.

Integração busca enfraquecer o crime organizado

Nos últimos anos, as operações integradas passaram a ser uma das principais estratégias adotadas pelos órgãos de segurança para combater organizações criminosas que atuam de forma estruturada e interestadual.

Ao reunir inteligência policial, investigação financeira e atuação simultânea em diferentes localidades, as forças de segurança buscam interromper a cadeia de comando das facções, enfraquecer seu poder econômico e impedir que continuem financiando atividades ilícitas.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Força Integrada III integra esse esforço nacional de cooperação entre instituições federais e estaduais para ampliar a capacidade de investigação e repressão ao crime organizado em todo o país.

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