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Virada histórica: Lula é reeleito no segundo turno e segue para o 4º mandato

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Luiz Inácio Lula da Silva é reeleito e conquista a presidência após derrotar Flávio Bolsonaro, marcando uma virada inédita na história do Brasil  |   BNews RN - Divulgação Internet
Redação

por Redação

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Publicado em 25/10/2026, às 21h25



Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo (25), após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. O resultado reverte a vantagem obtida pelo adversário na primeira etapa da disputa e marca um feito inédito desde a redemocratização: pela primeira vez, um candidato que terminou o primeiro turno atrás do concorrente conseguiu virar o resultado e vencer a eleição presidencial.

Com a vitória, Lula exercerá seu quarto mandato à frente do Executivo federal, ampliando sua trajetória como um dos presidentes mais longevos da história política brasileira. O petista terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente e permanecerá no cargo até janeiro de 2031.

Virada inédita na disputa presidencial

A eleição foi marcada por uma das disputas mais acirradas dos últimos ciclos eleitorais. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

As pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera do segundo turno apontavam empate técnico entre os concorrentes, indicando uma disputa aberta até a apuração final.

Desde a Constituição de 1988, que consolidou o sistema de dois turnos nas eleições presidenciais, nenhum candidato que havia terminado a primeira etapa em segundo lugar conseguira reverter a desvantagem e vencer a disputa.

Campanha petista mudou estratégia após primeiro turno

A vitória foi precedida por uma reorganização da campanha de Lula. Depois de ficar atrás de Flávio Bolsonaro na primeira votação, o comando petista promoveu mudanças na articulação política e na comunicação, com atenção especial às redes sociais.

Aliados, principalmente integrantes mais jovens da base governista, defenderam a ampliação da presença digital do presidente. Lula passou a gravar mais vídeos em formato selfie, buscando estabelecer uma comunicação direta com os eleitores e ampliar o alcance de suas mensagens nas plataformas digitais.

Outra iniciativa foi liderada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que criou o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, para orientar apoiadores sobre mobilização digital. O grupo reuniu milhões de seguidores em poucas semanas e se tornou alvo de questionamentos e ações da campanha adversária.

O canal chegou a ficar fora do ar por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Debates e disputa por programas sociais

A participação de Lula em debates televisivos também ganhou importância na estratégia do segundo turno. Diferentemente da postura adotada na primeira etapa, o presidente compareceu a confrontos diretos com Flávio Bolsonaro, marcados por críticas e provocações entre os candidatos.

Na comunicação petista, um dos principais eixos foi associar as propostas econômicas do adversário a possíveis reduções de investimentos em programas sociais.

Lula explorou a promessa de Flávio de promover um “tesouraço” nas despesas públicas caso fosse eleito. O presidente argumentou que eventuais cortes poderiam atingir iniciativas como o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia e o Bolsa Família.

A estratégia buscou mobilizar eleitores preocupados com a manutenção de políticas públicas de transferência de renda, educação e acesso a medicamentos.

Lideranças nordestinas reforçaram campanha

A campanha de Lula também incorporou novos nomes à articulação política e à comunicação após o primeiro turno.

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), reforçou a equipe de comunicação. O senador Camilo Santana (PT-CE) passou a integrar a coordenação política, enquanto Rui Costa (PT-BA), ex-ministro e senador eleito pela Bahia, assumiu responsabilidades na articulação da agenda.

A entrada das lideranças ampliou a participação de aliados com experiência eleitoral e administrativa, especialmente no Nordeste, região considerada estratégica para o desempenho do presidente.

Além da reorganização interna, a campanha contou com mobilizações presenciais. Desde o fim do primeiro turno, apoiadores realizaram atos em capitais e municípios de diferentes regiões do país em defesa da reeleição de Lula.

Lula será empossado aos 81 anos

Aos 80 anos, Lula já é o presidente mais velho a assumir a Presidência da República no Brasil. Com a reeleição, tomará posse do novo mandato aos 81 anos, poucos meses depois de completar 81, em 27 de outubro de 2026.

Durante a campanha, o petista procurou demonstrar disposição física e capacidade para continuar no cargo. Em declarações públicas, afirmou sentir-se melhor do que nos primeiros mandatos e mencionou a prática diária de exercícios físicos.

Lula também publicou vídeos nas redes sociais em que aparece fazendo musculação, correndo e se exercitando durante compromissos e atividades no Palácio do Planalto.

A estratégia buscou responder a questionamentos sobre sua idade e condição física para exercer mais quatro anos de mandato. Nesse contexto, a campanha procurou evitar comparações com o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que desistiu de disputar a reeleição em 2024 após pressões relacionadas à idade e à capacidade de continuar no cargo.

Lula costuma defender que a disposição de uma pessoa está relacionada aos objetivos que ela mantém. Em discursos, afirma que sua principal causa é o Brasil.

Posse está marcada para 5 de janeiro de 2027

A posse de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin está prevista para 5 de janeiro de 2027. A data segue a mudança estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, que alterou o calendário de posse dos chefes do Executivo a partir das eleições de 2026.

Com a nova regra, o presidente e o vice-presidente da República tomam posse em 5 de janeiro, enquanto governadores e vice-governadores assumem os cargos no dia 6 de janeiro.

O novo mandato marcará a quarta vez que Lula comandará o Executivo federal. Ele governou o país entre 2003 e 2006 e de 2007 a 2010, retornou à Presidência em 2023 e, agora, seguirá no cargo até o início de 2031.

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