Polícia
Publicado em 29/03/2026, às 18h15 Foto: reprodução Ranyere Fonseca
A Polícia Federal (PF) encontrou um cenário inesperado ao cumprir os mandados da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras. Segundo documentos obtidos pelo portal UOL, há fortes indícios de que informações sobre a operação vazaram antes da chegada dos agentes aos endereços do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados.
Em diversas localidades, as equipes da PF se depararam com imóveis completamente vazios ou com sinais claros de saída precipitada. O principal alvo das buscas, aparelhos celulares e computadores, não foi encontrado na maioria dos locais, sugerindo que os investigados tiveram tempo de "limpar" as provas antes do batida policial.
A operação, que mirava endereços em cinco estados, registrou situações inusitadas:
Apesar das dificuldades e do que a PF classifica como "pouco resultado prático" nas buscas físicas, a justiça determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens dos envolvidos.
A defesa de Daniel Vorcaro nega qualquer irregularidade ou recebimento de informações privilegiadas. Segundo os advogados, a presença de defensores nos locais antes da operação foi uma medida preventiva, motivada pela prisão de um familiar do banqueiro no dia anterior.
Outro ponto que gerou polêmica nos bastidores foi a negativa do ministro Dias Toffoli, do STF, para um prazo adicional nas investigações. A PF atribui parte do insucesso das buscas a endereços que estavam desatualizados nos sistemas, problema que poderia ter sido sanado com mais tempo de monitoramento.