Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 28/09/2026, às 07h50
O umbu e a mangaba lideraram a extração de frutos nativos no Rio Grande do Norte em 2025 e somaram mais de R$ 3,25 milhões em valor de produção, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o umbu registrou o maior volume coletado, com 825 toneladas, a mangaba alcançou maior valor de produção, com R$ 2,06 milhões para 605 toneladas.
Nísia Floresta concentrou 530 toneladas de mangaba, a maior parte do total estadual. No caso do umbu, a coleta ocorreu em 43 municípios, com destaque para São Miguel do Gostoso, responsável por 300 toneladas, e Pedra Grande, com 200 toneladas. O valor da produção de umbu ultrapassou R$ 1,19 milhão.
Os números se referem à coleta em formações vegetais nativas ou espontâneas. Frutas provenientes da agricultura, como o melão cultivado em áreas irrigadas, ficam fora desse recorte do levantamento.
A coleta de produtos alimentícios chegou a 1.750 toneladas no estado em 2025, crescimento de 16,59% sobre as 1.501 toneladas de 2024. O valor da produção dessa categoria superou R$ 4,15 milhões.
Entre os demais alimentos pesquisados, a castanha de caju registrou 107 toneladas e R$ 440 mil em valor de produção. O cajá somou 22 toneladas, equivalentes a R$ 71 mil.
Outros produtos alimentícios responderam por R$ 380 mil. Apesar do avanço dessa categoria, a maior parcela do valor gerado pela extração vegetal potiguar veio dos produtos madeireiros, especialmente da lenha.
A extração vegetal movimentou mais de R$ 62 milhões no Rio Grande do Norte em 2025, aumento de 5,80% em relação aos R$ 58,6 milhões do ano anterior. Desse total, 73,36% vieram da lenha, que ultrapassou R$ 45,5 milhões em valor de produção.
Foram extraídos 1,11 milhão de metros cúbicos de lenha em 130 municípios. Alexandria registrou o maior valor entre os destaques apresentados, com R$ 8,55 milhões, seguida por Santa Cruz, com R$ 6,50 milhões, e Caraúbas, com R$ 5,25 milhões.
Somados, lenha, madeira em tora e carvão vegetal representaram 82,68% do valor da extração vegetal estadual. A produção de carvão alcançou 3.578 toneladas em 118 municípios, com valor superior a R$ 5,07 milhões.
Já a madeira em tora superou 13,2 mil metros cúbicos e gerou R$ 706 mil. Macaíba concentrou 8,6 mil metros cúbicos, correspondentes a R$ 344 mil.
A extração de carnaúba para obtenção de cera e pó apresentou queda de 10,98%. O volume passou de 428 toneladas em 2024 para 381 toneladas em 2025.
O recuo também atingiu o valor da produção, que caiu de R$ 7,62 milhões para R$ 6,59 milhões, redução de 13,40%. Do volume total registrado no último ano, 379 toneladas corresponderam ao produto em pó.
A atividade esteve presente em 16 municípios potiguares, entre eles Upanema, Ipanguaçu e Assú. A carnaúba fornece matéria-prima para a fabricação de medicamentos, cosméticos, embalagens e outros produtos.
Na silvicultura, que abrange os cultivos florestais plantados, o estado produziu 1.500 metros cúbicos de lenha de eucalipto em 2025. O valor dessa produção foi de R$ 120 mil.
Pureza respondeu por 1.200 metros cúbicos e R$ 96 mil, enquanto Macaíba registrou 300 metros cúbicos e R$ 24 mil. A produção de madeira em tora de eucalipto para outras finalidades ficou concentrada em Pureza, com 6 mil metros cúbicos e valor de R$ 2,4 milhões.
O levantamento investiga quantidades e valores de produtos obtidos tanto da vegetação nativa quanto de florestas plantadas. A pesquisa contempla alimentos, fibras, ceras, borrachas, madeiras e oleaginosas, além de lenha, carvão vegetal, resina e outros produtos florestais.
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