Polícia
Publicado em 28/01/2026, às 06h41 Reprodução/Redes Sociais Malu Machado
O corpo de João Bosco Dantas, de 58 anos, militar aposentado do Exército que estava desaparecido desde a última semana, foi encontrado nesta terça-feira (27) no Morro da Bacia, região de mata entre o bairro de Morro Branco e a Via Costeira, na Zona Sul de Natal. A identificação foi confirmada pela Polícia Científica.
João Bosco havia sido visto pela última vez na manhã da quinta-feira (22), quando saiu de seu apartamento em Nova Descoberta equipado para uma caminhada, mas sem levar celular ou carteira.
O encontro ocorreu após mulheres que realizam trilhas diárias na região sentirem um forte odor no local, que persistia desde a segunda-feira (26). Ontem, ao notarem a presença de urubus, elas seguiram as aves e localizaram o corpo em uma área de difícil acesso.
Até a localização do militar, uma grande operação de busca foi montada pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros. No último fim de semana, as equipes realizaram varreduras em áreas de mata entre Nova Descoberta e Capim Macio, utilizando cães farejadores, apoio aéreo de drones e helicópteros e buscas intensivas no Parque das Dunas.
Apesar da experiência de João Bosco em matasm já que era defensor de causas ambientais e integrante de grupos como o "Arboriza Natal" e o "Pau e Lata", as buscas não haviam encontrado pistas até o trágico desfecho desta terça.
A família relatou que o militar enfrentava problemas de saúde recentemente e que poderia ter sofrido um lapso de memória ou desorientação. Esta não era a primeira vez que o episódio ocorria: em outra ocasião, ele chegou a ficar cinco dias desaparecido em uma área de mata antes de ser localizado.
“Ele é militar do Exército e conhece toda essa mata, todas as trilhas. A gente acredita que ele esteja desorientado, porque ele passa por problemas de saúde atualmente, então pode ter tido um lapso de memória. A gente não sabe nada. A única certeza é que ele está precisando de ajuda em algum lugar, que ele é uma pessoa do bem. Quem o encontrar pode nos chamar que a gente vai a onde ele estiver”, afirmou Laércio Cardoso, assessor parlamentar e ligado à família, durante o período de buscas.
Agora, a Polícia Civil deve investigar as causas da morte para determinar se houve mal súbito ou outra circunstância.