Polícia
Publicado em 27/02/2026, às 10h39 Polícia Civil Elí Bernardo
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte resgatou, resgatou dois cães da raça pitbull no bairro Igapó, Zona Norte de Natal, após o recebimento de denúncia de possível crime de maus-tratos contra os animais.
Na residência indicada, os policiais civis constataram as péssimas condições em que os animais eram mantidos: sem alimentação e água, visivelmente desnutridos e desidratados, além de submetidos a um ambiente totalmente insalubre, incompatível com os cuidados básicos necessários à saúde e ao bem-estar animal.
A ação teve apoio de peritos da Polícia Científica do Rio Grande do Norte, que realizaram os procedimentos técnicos no local.
Os animais foram encaminhados a uma clínica veterinária para avaliação e exames preliminares.
Depois cuidados emergenciais, eles serão destinados a uma organização não governamental (ONG), que será responsável pela recuperação e proteção dos animais até decisão do Poder Judiciário.
A suposta tutora dos animais não se encontrava na residência no momento da ação policial, mas se apresentou voluntariamente a delegacia responsável pela denúncia e será ouvida no curso da investigação.
Crime de maus-tratos
O crime de maus-tratos contra animais é tipificado na Lei nº 9.605/1998, que pune quem fere, mutila ou abusa de animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos.
Noa crimes que envolvem cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 prevê pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda.
Senado discute penas mais duras para crimes contra animais
O Senado Federal avançou na discussão de um marco histórico para a proteção animal no Brasil. O Projeto de Lei (PL 6.191/2025), que institui o Estatuto dos Cães e Gatos, estabelece punições severas para crimes contra esses animais, com penas que variam de seis meses a 10 anos de reclusão para quem matar ou torturar cães ou gatos.
A proposta já foi aprovada por unanimidade na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O texto, composto por 60 artigos, foi elaborado com o apoio de especialistas e entidades protetoras, definindo regras claras sobre tutela responsável e proibindo práticas cruéis, como o abandono e a mutilação por razões estéticas.