Polícia
Publicado em 27/04/2026, às 12h56 Reprodução/Diário do RN Giovana Gurgel
A Justiça do Rio Grande do Norte retoma nesta segunda-feira (27), em Natal, o julgamento de seis pessoas acusadas de participação na morte da comerciante Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, de 22 anos. Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima, apontados pela investigação como integrantes do grupo envolvido no crime.
A sessão ocorre no Fórum Miguel Seabra Fagundes, localizado no bairro Lagoa Nova, na capital potiguar. O julgamento é presidido pelo juiz Valter Flor e a previsão é de que seja concluído até esta terça-feira (28).
Os acusados chegaram a ser presos durante o andamento das investigações, porém atualmente respondem ao processo em liberdade.
O júri popular teve início ainda em outubro, mas precisou ser suspenso depois que um dos jurados sofreu um infarto durante a sessão. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o assassinato teria sido motivado por uma disputa envolvendo herança familiar.
Além da irmã e do cunhado de Pollyana, um sargento da Polícia Militar também é citado como integrante do suposto núcleo mandante, responsável por contratar os executores.
Outro grupo de denunciados reúne os dois ocupantes da motocicleta usada na ação criminosa, sendo um deles apontado como autor dos disparos, além do proprietário do veículo.
Pollyana era filha adotiva dos pais da mulher acusada de ser mandante. A irmã biológica da vítima, Williane Fernandes, relatou anteriormente que a comerciante já havia sofrido ameaças e agressões.
A comerciante foi assassinada no dia 18 de maio de 2021, dentro de uma loja de parafusos e materiais de construção, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal.
De acordo com testemunhas, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta por volta das 10h30, mandaram os funcionários saírem, levaram Pollyana para os fundos do estabelecimento e efetuaram um disparo na nuca. Em seguida, fugiram.
O caso foi investigado pela Operação Off Road, conduzida pela Polícia Civil. Após a conclusão do inquérito policial, os suspeitos foram denunciados pelo MPRN.
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