Polícia
Publicado em 23/06/2026, às 19h07 Reprodução Jussier Lucas
O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, acusado de espancar a então namorada com 61 socos dentro de um elevador em Natal, será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal da capital potiguar, que pronunciou o réu por tentativa de feminicídio qualificado.
O caso aconteceu em julho de 2025 e ganhou repercussão nacional após a divulgação das imagens do circuito interno de segurança, que registraram toda a sequência de agressões contra a vítima, Juliana Soares.
Na decisão, a Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva do acusado, destacando a extrema violência empregada no crime e a gravidade das lesões provocadas.
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Ao analisar o processo, o magistrado considerou que há elementos suficientes para que o caso seja submetido ao julgamento popular. Segundo a decisão, as provas reunidas indicam a materialidade do crime e a autoria por parte do acusado.
O juízo destacou que a conduta apresentou potencial letal, afastando o argumento da defesa de que não teria existido risco à vida da vítima. As imagens das câmeras de segurança foram consideradas fundamentais para comprovar a dinâmica das agressões.
A vítima sofreu múltiplas fraturas nos ossos da face, passou por uma cirurgia reconstrutiva que durou mais de sete horas e ficou com sequelas neurológicas permanentes, conforme consta nos autos.
De acordo com as investigações, a agressão ocorreu em um condomínio localizado no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Antes do ataque, o casal teria discutido na área de lazer do residencial durante um encontro com amigos.
Segundo a Polícia Civil, a discussão começou após um desentendimento entre os dois. Em seguida, já dentro do elevador, Igor Cabral passou a agredir a companheira violentamente.
Após a prisão em flagrante, o acusado foi encaminhado ao sistema prisional e, posteriormente, tornou-se réu por tentativa de feminicídio após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.
Com a decisão de pronúncia, o processo segue agora para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.
A defesa do acusado havia solicitado a reclassificação do crime para lesão corporal, além da concessão de liberdade provisória e da realização de exames psicológicos e toxicológicos. Os pedidos não alteraram o entendimento da Justiça nesta etapa do processo.
A data da sessão de julgamento ainda será definida pelo Poder Judiciário.