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Negócios

[VÍDEO] “Cobrar antes de produzir é colher antes de plantar”: presidente da Fiern critica antecipação do ICMS

O presidente ainda disse que a medida do governo força as empresas a redirecionarem os recursos essenciais para a produção  |  Roberto Serquiz, presidente da Fiern - Reprodução/Fiern

Publicado em 24/10/2025, às 17h47   Roberto Serquiz, presidente da Fiern - Reprodução/Fiern   José Nilton Jr.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, fez um alerta sobre a política tributária do governo estadual. Durante sua declaração, ele afirmou que a antecipação na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) representa um sinal claro de fragilidade nas finanças públicas e pode comprometer o crescimento do setor produtivo potiguar.

Serquiz ainda disse que a medida do governo força as empresas a redirecionarem recursos essenciais para a produção, comprometendo investimentos e a geração de empregos.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, fez um alerta sobre a política tributária do governo estadual. pic.twitter.com/22oyRqzgvK

— BNews Natal (@BnewsNatal) October 24, 2025

De acordo com ele, essa estratégia de arrecadação afeta diretamente o planejamento financeiro das indústrias locais, que já enfrentam um cenário de juros altos e dificuldades para expandir seus negócios. Para o presidente da Fiern, o impacto é especialmente grave em um momento em que o Estado deveria adotar políticas de estímulo econômico, e não de antecipação fiscal.

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“Cobrar antes da produção é colher antes do plantio”

Durante sua fala, Roberto Serquiz comparou a decisão do governo a um ato de imprudência econômica. “Cobrar antes da produção é semelhante a colher antes do plantio”, afirmou. Para ele, a exigência de antecipação do imposto expõe uma fragilidade fiscal que a Fiern vem alertando há algum tempo.

O presidente frisou que a política adotada retira o fôlego financeiro das empresas e reduz a competitividade do Rio Grande do Norte frente a outros estados. “Com uma taxa Selic de 15%, ao invés de uma empresa conseguir esses recursos para investir, ela é obrigada a destinar esse dinheiro para o pagamento antecipado do imposto”, explicou.

Fiern pede diálogo e união entre os poderes

Roberto Serquiz também aproveitou o momento para defender um pacto de cooperação que envolva diferentes esferas da sociedade e do poder público. Ele pediu que o governo estadual, o Judiciário e a classe produtiva busquem soluções conjuntas para restaurar a capacidade de investimento do Rio Grande do Norte.

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