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Negócios

Brasil gera 213 mil vagas formais em setembro, mas número é 15,6% menor que em 2024

No mês de agosto, o saldo positivo registrado no Brasil havia sido de 147.358 empregos, mantendo uma tendência de queda no comparativo mensal  |  As cinco regiões brasileiras apresentaram crescimento no número de empregos formais em setembro - Reprodução/Recovery

Publicado em 30/10/2025, às 17h06   As cinco regiões brasileiras apresentaram crescimento no número de empregos formais em setembro - Reprodução/Recovery   José Nilton Jr.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil abriu 213.002 novas vagas formais em setembro deste ano. O número é obtido a partir da diferença entre admissões e desligamentos no período analisado, e aponta uma retração de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Em setembro de 2024, foram criados 252.237 postos, de acordo dados atualizados. O resultado é um reflexo do impacto da alta dos juros e da desaceleração da economia, fatores que vêm reduzindo o ritmo de contratações em todo o Brasil.

No mês de agosto, o saldo positivo registrado havia sido de 147.358 empregos, mantendo uma tendência de queda no comparativo mensal. Mesmo com a redução, o desempenho de setembro ainda superou o registrado no ano de 2023, quando foram abertas 204.720 vagas com carteira assinada.

Setores que mais contrataram

Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em relação à geração de empregos no mês de setembro. O setor de serviços liderou, com 106.606 novas posições, seguido pela indústria de transformação, extração e outros ramos, com 43.095 vagas.

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Por sua vez, o comércio criou 36.280 postos, a construção civil 23.855 e a agropecuária 3.167. O destaque no setor de serviços foi a área de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que gerou 52.873 novas vagas.

Em seguida, vieram as áreas de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde, que somaram 16.985 novos empregos. Na indústria, a transformação foi o principal motor de crescimento, com 39.305 admissões a mais do que desligamentos.

Os segmentos de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação criaram 2.120 vagas, enquanto a indústria extrativa registrou aumento de 841 postos.

Nordeste e Sudeste puxam saldo positivo

As cinco regiões brasileiras apresentaram crescimento no número de empregos formais em setembro. O Sudeste liderou o saldo, com 80.639 vagas, seguido de perto pelo Nordeste, com 72.347. O Sul registrou 27.302 novos postos, o Norte 18.151 e o Centro-Oeste 14.569.

Os dados reforçam o papel do Nordeste como uma das regiões de maior expansão relativa no emprego formal, puxada especialmente pela construção civil e pelo setor de serviços.

Acumulado do ano mostra retração

De janeiro a setembro, o Caged registrou a criação de 1.716.600 vagas com carteira assinada. O número é inferior ao acumulado do mesmo período de 2024, quando haviam sido abertas 1.995.164 vagas, representando uma queda de aproximadamente 14%.

Classificação Indicativa: Livre


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