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Negócios

Atividade da construção no RN cai em 2025 e expectativas mudam para 2026

Apesar da queda no nível de atividade e emprego em 2025, empresários do setor da construção civil no RN esperam crescimento em 2026  |  José Aldenir/Agora RN

Publicado em 30/01/2026, às 20h13   José Aldenir/Agora RN   Jussier Lucas

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A construção civil potiguar encerrou 2025 com queda no nível de atividade e redução do emprego, reflexo de um movimento sazonal típico do fim do ano e do agravamento das condições financeiras do setor. Apesar do cenário adverso, empresários demonstram expectativas mais otimistas para os próximos meses, com projeções de crescimento ao longo de 2026.

Dados da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostram que o nível de atividade caiu para 35,1 pontos em dezembro de 2025.

O recuo foi de 7,9 pontos em relação a novembro, atingindo o menor patamar para o mês desde 2020.

No mesmo período, o número de empregados registrou retração pelo segundo mês consecutivo, ao marcar 45,2 pontos. Em sentido oposto, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) avançou de 41% para 46%, percentual semelhante ao observado em junho do ano passado.

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Condições financeiras pressionam o setor

No quarto trimestre de 2025, os indicadores apontaram deterioração das condições financeiras das empresas da construção civil no estado. Empresários relataram maior insatisfação com o lucro operacional e com a situação financeira dos negócios, ambos abaixo da linha de 50 pontos, que separa avaliação positiva de negativa.

Embora tenha havido leve melhora, o acesso ao crédito continuou sendo considerado difícil. Os preços de insumos e matérias-primas permaneceram elevados, ainda que com ritmo de alta inferior ao registrado no trimestre anterior.

Entre os principais obstáculos enfrentados pelo setor estão a demanda interna insuficiente, as taxas de juros elevadas, a escassez e o alto custo da mão de obra — qualificada e não qualificada —, além da falta de capital de giro e da elevada carga tributária.

Apesar das dificuldades, as expectativas para os próximos seis meses, apuradas em janeiro de 2026, são mais favoráveis. Os indicadores sinalizam crescimento do nível de atividade e dos novos empreendimentos, ambos acima de 52 pontos, além de aumento da intenção de investimento pelo segundo mês consecutivo.

As projeções, no entanto, indicam estabilidade na compra de insumos e no número de empregados. Em comparação com os dados nacionais da CNI, o cenário potiguar acompanha a tendência do país, embora a construção civil brasileira apresente UCO mais elevada, de 67%, e expectativas de crescimento mais robustas no emprego e na aquisição de materiais.

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