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Vendaval em SP causa atrasos no Aeroporto Aluízio Alves; veja o impacto

Casal potiguar opta por viajar de ônibus após cancelamentos, evitando riscos maiores devido às condições ao vendaval  |  Tomaz Silva/Agência Brasil

Publicado em 11/12/2025, às 16h19   Tomaz Silva/Agência Brasil   Jussier Lucas

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O vendaval que atingiu o estado de São Paulo nesta quarta-feira (10) provocou efeitos em cadeia em aeroportos de todo o país — e o Rio Grande do Norte não ficou de fora. No Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, ao menos 26 voos sofreram atraso, em razão do ciclone extratropical que causou fortes rajadas de vento na região Sudeste.

A administradora Zurich Airport Brasil informou que os passageiros devem consultar diretamente as companhias aéreas para verificar o status dos voos ou solicitar remarcações. Latam e Gol confirmaram que as operações foram afetadas exclusivamente por condições meteorológicas adversas, fora do controle das empresas.

Caos aéreo nacional 

O impacto nacional é expressivo. Somente nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, mais de 344 voos foram cancelados entre quarta (10) e a manhã desta quinta-feira (11). O vendaval — considerado histórico — levou ao fechamento temporário de pistas e interrupções de pousos e decolagens.

Esse cenário refletiu diretamente na rotina de passageiros potiguares. Um grupo de moradores de Caicó relatou nas redes sociais as dificuldades enfrentadas ao tentar viajar do Rio Grande do Sul para São Paulo, em meio à instabilidade climática que atingiu o Sul do país.

Relatos de passageiros

No Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, os potiguares afirmam ter passado longas horas de espera sem informações claras sobre a situação dos voos. 

O casal José Augusto e Lourdes contou que a aeronave chegou a iniciar o procedimento de decolagem, mas o comandante suspendeu a operação com todos os passageiros já a bordo, por falta de segurança.

Segundo eles, a companhia Azul forneceu apenas um lanche durante a madrugada, forçando os viajantes a arcar com custos de hospedagem e alimentação. 

Com mais de cem cancelamentos acumulados, a alternativa encontrada pelo grupo foi seguir para São Paulo de ônibus — uma viagem de mais de dez horas.

Apesar do desgaste, os passageiros afirmam que a decisão pode ter evitado riscos maiores diante das condições climáticas. Antes de deixar Porto Alegre, enviaram mensagens aos conterrâneos do Seridó relatando a situação e alertando para possíveis novos atrasos.

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