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Publicado em 07/11/2025, às 13h11 Reprodução/Assessoria ALRN Giovana Gurgel
A cultura popular potiguar ganhou um novo reconhecimento oficial. Foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (6) a lei que reconhece o Grêmio Recreativo Escola de Samba Malandros do Samba como Patrimônio Cultural e Artístico do Rio Grande do Norte.
A iniciativa é do deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB), aprovada pela Assembleia Legislativa e agora transformada em lei estadual.
Fundada em 27 de junho de 1958, no bairro das Rocas, a agremiação é considerada a escola de samba mais tradicional de Natal, carregando ao longo das décadas 37 títulos oficiais do Carnaval da cidade.
Mais do que seu desempenho na avenida, a Malandros do Samba consolidou-se como espaço de formação cultural, artística e social para diferentes gerações da comunidade.
O reconhecimento oficial fortalece essa trajetória construída ao longo de mais de seis décadas. A nova legislação também abre possibilidade de acesso a políticas públicas de preservação, programas de incentivo cultural e iniciativas de continuidade das atividades da escola.
Ao justificar o projeto na Assembleia Legislativa, Ubaldo Fernandes destacou que a escola preserva elementos fundamentais da identidade potiguar e representa um importante centro de vivência comunitária. Para o parlamentar, a Malandros do Samba é parte da memória afetiva e cultural da capital.
A escola, ao longo dos anos, contribuiu para manter viva a tradição do samba no estado, reunindo músicos, ritmistas, artistas e carnavalescos das Rocas e de toda Natal. Essa articulação favoreceu a transmissão de saberes culturais e a formação de novos talentos.
Com a oficialização do título, a Malandros do Samba passa a ter respaldo institucional para reforçar sua atuação como polo cultural e preservar seu legado no cenário carnavalesco potiguar.
Ubaldo Fernandes ressaltou que a agremiação se tornou símbolo de inclusão social e expressão artística acessível à população. Segundo ele, o reconhecimento é um ato de valorização de uma história construída coletivamente.
Para o deputado, a escola não representa apenas um grupo carnavalesco, mas um território de memória e identidade.
“O Malandros do Samba é mais que uma agremiação carnavalesca. É memória, cultura, identidade e inclusão social. Nada mais justo do que reconhecer sua importância para o nosso povo”, afirmou.
Com a lei sancionada, a Malandros do Samba reafirma seu papel como referência da cultura popular do Rio Grande do Norte e fortalece sua presença na vida cultural da capital.
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