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Substância usada em procedimentos estéticos entra na mira do CFM e terá uso proibido em quase todo o país

Conselho Federal de Medicina proíbe o uso do polimetilmetacrilato em procedimentos médicos, com exceção para tratamento de lipodistrofia  |  Reprodução

Publicado em 29/05/2026, às 19h12   Reprodução   Jussier Lucas

O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora em procedimentos médicos realizados no Brasil. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (29) e passa a valer a partir da próxima terça-feira (2).

A determinação impede a utilização do produto tanto para fins estéticos quanto para procedimentos reparadores, ampliando as restrições sobre uma substância que há anos é alvo de debates e preocupações na área da saúde.

Segundo o CFM, a decisão estabelece uma proibição geral do uso do PMMA em intervenções médicas, com apenas uma exceção prevista na nova norma.

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De acordo com o conselho, o PMMA poderá ser utilizado exclusivamente no tratamento da lipodistrofia em pacientes diagnosticados com HIV/aids.

Nessas situações, o procedimento deverá ser realizado apenas em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo protocolos específicos de segurança e acompanhamento médico.

O CFM não detalhou, na nota divulgada, novas regras para pacientes que já passaram por procedimentos com a substância. A medida entra em vigor em todo o território nacional a partir de 2 de junho.

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