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Sindicalização dispara no RN, mas avanço revela cenário inesperado

Apesar do aumento, o percentual de sindicalização ainda é inferior ao registrado em 2014, quando era de 17,5%  |  © Fernando Frazão/Agência Brasil

Publicado em 19/11/2025, às 13h31   © Fernando Frazão/Agência Brasil   Giovana Gurgel

Em 2024, 9,3% dos trabalhadores ocupados no Rio Grande do Norte estavam associados a sindicatos, o que representa 209 mil pessoas. O dado marca a primeira alta após oito anos consecutivos de queda na sindicalização no estado.

Apesar da recuperação, o percentual ainda permanece inferior aos índices registrados antes do ciclo de retração. Em 2014, 17,5% dos trabalhadores potiguares eram sindicalizados, percentual que começou a cair até atingir 8,5% em 2023.

Os números integram o módulo Características Adicionais do Mercado de Trabalho da Pnad Contínua, divulgado nesta terça-feira 19 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

RN sobe no ranking nacional

O novo levantamento coloca o Rio Grande do Norte na sexta posição entre os estados com maior proporção de trabalhadores sindicalizados. O percentual é idêntico ao da Paraíba, que aparece em quinto lugar, e fica atrás do Piauí, líder nacional com 15,8%.

Mesmo abaixo dos patamares de dez anos atrás, o índice potiguar supera a média do país, de 7,7%, e também a do Nordeste, de 9%. Os dados consideram pessoas ocupadas ou que já tiveram alguma ocupação e têm 14 anos ou mais.

Quando analisadas apenas as pessoas que estavam trabalhando na semana de referência da pesquisa, o estado registrou 139 mil sindicalizados.

Segundo o analista da Pnad Contínua, William Araujo Kratochwill, o resultado mostra que, no RN, uma em cada três pessoas associadas a sindicatos estava desocupada, aposentada ou fora da força de trabalho, mas seguia ligada às atividades sindicais.

Homens assumem protagonismo

A pesquisa aponta ainda que homens passaram a representar a maioria dos sindicalizados no Rio Grande do Norte em 2024. O IBGE estima que 117 mil estavam associados, o equivalente a 55,98% do total. No ano anterior, esse número era de 92 mil, cerca de 50%.

Entre as mulheres, a quantidade permaneceu estável, com 92 mil sindicalizadas tanto em 2023 quanto em 2024. As estimativas incluem pessoas ocupadas na semana de referência e aquelas que já exerceram alguma atividade de trabalho anteriormente.

Como funciona o levantamento

A Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho reúne informações sobre força de trabalho e inclui indicadores relacionados a sindicatos, cooperativas, CNPJ de empregadores e trabalhadores por conta própria, além de dados sobre o local de exercício profissional.

Os resultados abrangem o país, as regiões e todas as unidades da federação. Os dados completos estão disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática, no site oficial do instituto.

Classificação Indicativa: Livre


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