Mais de 8 mil brasileiros carregam o nome Natal, e outros 12 mil têm Natal como sobrenome, porém nenhum deles reside na cidade de Natal, ou em qualquer município do Rio Grande do Norte. A informação consta no levantamento Nomes no Brasil, divulgado pelo IBGE com base no Censo 2022.
Os dados, anunciados nesta terça-feira (4), mostram que, além do RN, estados como Amapá, Alagoas e Sergipe também não possuem moradores registrados com o nome. A mediana de idade dos brasileiros chamados Natal é de 58 anos, apontando que o uso do nome ganhou força no passado.
O auge da popularização ocorreu entre 1960 e 1969, período em que 2.131 pessoas foram registradas com o nome em homenagem direta à capital potiguar. Já na década de 2010, a escolha passou a ser rara: apenas 40 registros foram feitos no país.
Distribuição pelo país
O estado de São Paulo é o que reúne o maior número de pessoas chamadas Natal, com 2.535 registros. Em termos proporcionais, os maiores índices aparecem em Goiás e Tocantins, onde o nome representa 0,01% da população.
Apesar da coincidência com o nome da cidade, nenhum registro foi identificado no território potiguar. O levantamento ressalta que a ausência se mantém tanto para moradores quanto para nascidos no RN.
Além disso, o sobrenome Natal, embora presente em mais de 12 mil brasileiros, também não aparece entre famílias residentes no Rio Grande do Norte.
Nomes e sobrenomes mais usados no RN
No estado, Maria segue como o nome feminino mais frequente, ultrapassando 363 mil registros, o que corresponde a mais de 11% da população. Entre os homens, José lidera, com pouco mais de 4,2% dos moradores potiguares.
No campo dos sobrenomes, Silva aparece com folga no topo, somando 919.522 pessoas no RN. Isso significa que 28 a cada 100 habitantes carregam o sobrenome.
Em seguida aparece Oliveira, que ocupa a segunda posição no estado, superando Santos, que é o segundo mais comum no ranking nacional.