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Publicado em 02/07/2026, às 12h44 Foto: Bruno Peres/Agência Brasil Giovana Gurgel
O Rio Grande do Norte alcançou, em 2025, a maior proporção de domicílios com acesso à internet entre os estados do Nordeste. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, 94,4% dos lares potiguares utilizavam internet, o equivalente a mais de 1,21 milhão de residências.
O levantamento mostra ainda uma redução significativa no número de domicílios sem acesso à internet. Em 2025, apenas 5,6% das residências estavam desconectadas, percentual inferior aos 7,7% registrados em 2024 e muito distante dos 33,7% observados no início da série histórica, em 2016. Com o desempenho, o estado ultrapassou Sergipe, que registrou 93,5% dos domicílios conectados, assumindo a liderança regional no acesso à internet.
A pesquisa aponta que 87,4% da população potiguar com 10 anos ou mais acessou a internet pelo menos uma vez nos três meses anteriores ao levantamento. Em contrapartida, 12,6% afirmaram não ter utilizado a rede no período.
Entre os principais motivos apresentados pelos entrevistados para não acessar a internet estão a falta de conhecimento sobre como utilizá-la, citada por 43,7%, e a ausência de necessidade, mencionada por 38,2%. Nos domicílios potiguares, a banda larga fixa estava presente em 93,8% das residências, enquanto a banda larga móvel alcançava 71,3%. Já 65,1% dos lares contavam simultaneamente com os dois tipos de conexão.
O estudo evidencia que o nível de escolaridade continua sendo determinante para o uso da internet. Entre as pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 75,5% utilizaram a rede nos três meses anteriores à pesquisa.
Entre aqueles com ensino fundamental completo, o percentual sobe para 89%, enquanto os demais níveis de escolaridade apresentam índices superiores a 90%. Em comparação com 2016, o avanço é expressivo, já que apenas 36,6% das pessoas com menor escolaridade utilizavam internet naquele período.
As principais finalidades de uso da internet no estado foram realizar chamadas de voz ou vídeo, atividade praticada por 95,2% dos usuários. Também se destacaram o envio de mensagens por aplicativos, com 89,7%, assistir a vídeos, séries e filmes, com 88,5%, utilizar redes sociais, com 84,7%, e ouvir músicas, rádio ou podcasts, com 83,2%.
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As atividades menos frequentes realizadas pela internet foram vender ou anunciar produtos e serviços, prática registrada por apenas 9,3% dos usuários. Também aparecem entre os menores índices jogar online, com 26,6%, utilizar serviços públicos, com 34,1%, e realizar compras pela internet, com 44,8%.
O levantamento mostra ainda que 97,3% dos internautas potiguares acessam a internet diariamente, percentual superior ao registrado em 2024.
Outro dado relevante é o crescimento da posse de telefone móvel celular. Em 2025, 87,4% da população com 10 anos ou mais possuía aparelho para uso pessoal, o equivalente a mais de 2,65 milhões de pessoas. O índice coloca o Rio Grande do Norte na segunda posição do Nordeste, atrás apenas de Sergipe.
Entre os moradores que possuíam telefone móvel celular, 97,2% utilizavam o aparelho para acessar a internet. Já entre aqueles que não tinham celular, os principais motivos apontados foram não saber utilizar o equipamento, citado por 36,1%, e não considerar o aparelho necessário, mencionado por 25,3%.
Apesar do avanço da conectividade móvel, a maioria dos domicílios potiguares continua sem computador ou tablet. Ao todo, 862 mil residências, o equivalente a 66,9% do total, não possuíam nenhum desses equipamentos, percentual acima da média nacional, de 59,1%.
Os dados também mostram forte diferença de renda entre os domicílios. Nas residências sem computador ou tablet, o rendimento domiciliar real per capita era de R$ 1.068. Já nos lares com pelo menos um desses equipamentos, a renda média variava entre R$ 3.080 e R$ 3.771.
O telefone móvel celular estava presente em 97,1% dos domicílios potiguares em 2025, enquanto apenas 2,4% das residências mantinham telefone fixo convencional. Já 2,9% dos lares não possuíam qualquer tipo de telefone.
O levantamento aponta ainda que 9,2% dos domicílios do RN não tinham aparelho de televisão, fazendo do estado o segundo do Nordeste com maior proporção de residências sem TV, atrás apenas do Maranhão. O percentual supera a média nacional, de 6,1%.
Entre os domicílios que possuíam televisão, 79,4% recebiam sinal aberto analógico ou digital. Além disso, 92,2% tinham apenas televisores de tela fina, enquanto 6,3% ainda utilizavam exclusivamente aparelhos de tubo.
A pesquisa também revela que moradores de domicílios com acesso à TV por assinatura apresentavam rendimento médio mensal domiciliar per capita de R$ 3.069, mais que o dobro dos R$ 1.444 registrados entre aqueles sem o serviço.
No estado, 79,6% dos domicílios não possuem TV por assinatura. Entre os entrevistados, 63,5% afirmaram que a principal razão para não contratar o serviço é a falta de interesse, enquanto 22,5% consideram o preço elevado.
O acesso a serviços pagos de streaming de vídeo também permanece restrito. Em 2025, 68,6% dos domicílios com televisão não possuíam assinatura desse tipo de plataforma. Já a presença de aparelhos de rádio continuou em queda e atingiu o menor nível da série histórica, ficando em 43,1% das residências potiguares, abaixo da marca de 50% pela primeira vez.