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Publicado em 11/08/2026, às 17h28 Reprodução Jussier Lucas
O Banco Central estuda adotar medidas para impedir o uso do campo de mensagens do Pix para o envio de conteúdos ofensivos, intimidatórios ou ameaçadores. A discussão aparece no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado nesta segunda-feira (10).
O campo de mensagens foi criado para que o pagador pudesse registrar informações objetivas relacionadas à transferência. Segundo o Banco Central, porém, o recurso passou a ser utilizado em alguns casos para enviar ofensas e ameaças, especialmente em operações envolvendo valores muito baixos.
Diante do uso inadequado da ferramenta, o Banco Central criou um grupo de trabalho dentro do Fórum Pix, que reúne associações representativas de instituições financeiras e entidades da sociedade civil. O objetivo é discutir alternativas para preservar a segurança e a experiência dos usuários sem alterar as características do sistema de pagamentos.
As conclusões do grupo de trabalho poderão servir de base para futuras mudanças na regulamentação do Pix. Até o momento, não há uma regra aprovada que proíba mensagens ofensivas ou ameaçadoras nas transferências.
Além da discussão sobre o campo de mensagens, o Banco Central avalia outras novidades para o sistema, incluindo a possibilidade de realizar pagamentos por Pix sem conexão com a internet e melhorias no Pix Automático.
Outra proposta em análise é o Pix Garantia, modalidade que poderá permitir o uso de recebimentos futuros como garantia em operações de crédito, principalmente para empresas.
Na área de segurança, também estão em discussão critérios mínimos para a classificação de operações suspeitas de fraude e a obrigatoriedade de alertas contra golpes por parte das instituições financeiras.
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A dimensão do sistema ajuda a explicar a preocupação do Banco Central com a segurança e a experiência dos usuários. Em 2025, o Pix registrou quase 80 bilhões de transações e movimentou mais de R$ 35 trilhões.
No mesmo período, cerca de 148 milhões de pessoas, o equivalente a 86% da população adulta, fizeram ou receberam ao menos uma transferência pelo sistema. Entre as empresas, foram 12,8 milhões de participantes.
Atualmente, o Pix reúne mais de 920 milhões de chaves vinculadas a 162 milhões de pessoas e 16 milhões de empresas, segundo os dados apresentados pelo Banco Central.