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Mulher é presa nos EUA e detalhes da investigação levantam suspeita de espionagem para a China

Investigação revela que Zhang e um cúmplice coletaram informações sobre o filho do presidente de Taiwan para o governo chinês  |  Promotoria Federal do Distrito Central da Califórnia

Publicado em 05/10/2026, às 20h16   Promotoria Federal do Distrito Central da Califórnia   Jussier Lucas

Uma mulher de 34 anos foi presa pelo FBI no Aeroporto Internacional de Los Angeles, nos Estados Unidos, antes de embarcar para a China, sob acusação de atuar como agente não registrada do governo chinês. Segundo autoridades americanas, Wanying “Heather” Zhang teria realizado uma operação de vigilância contra o filho do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, e sua família.

A prisão ocorreu no domingo (4). De acordo com a denúncia federal, Zhang teria viajado até Seattle em setembro de 2025 para acompanhar o familiar de uma autoridade taiwanesa. O FBI afirma que ela recebeu instruções de agentes chineses para obter imagens e informações sobre o alvo.

A investigação aponta que Zhang não teria agido sozinha. Ela teria viajado com um homem identificado nos documentos apenas como “Indivíduo 1” e usado um veículo alugado para chegar à residência da família. Imagens de uma câmera de segurança teriam registrado os dois dentro do carro enquanto observavam a chegada dos moradores.

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Segundo a denúncia, Zhang e o acompanhante teriam utilizado celulares para fotografar ou gravar a família. Os investigadores também afirmam que informações sobre veículos e placas foram repassadas a contatos ligados ao governo chinês.

O FBI sustenta que a localização da residência, imagens de familiares e dados dos veículos poderiam ser utilizados pelo governo chinês para obter informações estratégicas sobre o presidente de Taiwan em um eventual cenário de conflito. As acusações constam da denúncia apresentada à Justiça federal americana.

As autoridades americanas também afirmam que Zhang manteve contato com pessoas que aparentavam atuar para o governo da China. A acusação aponta ainda que ela teria recebido instruções durante uma viagem à China e adotado métodos para evitar ser identificada durante a suposta operação.

Zhang foi acusada de atuar como agente de um governo estrangeiro sem realizar o registro exigido pela legislação dos Estados Unidos. Ela deveria comparecer nesta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Los Angeles para a audiência inicial. Até a publicação, não havia informação sobre um advogado constituído para defendê-la.

O governo de Taiwan confirmou que familiares de Lai Ching-te estavam entre os alvos da investigação e classificou o episódio como um caso de “repressão transnacional”. O caso ocorre em meio às tensões entre Taiwan e China, que reivindica a ilha como parte de seu território.

A China não havia apresentado, até o momento, uma manifestação específica sobre a acusação contra Zhang. A mulher é acusada pelas autoridades americanas e o caso ainda será analisado pela Justiça dos Estados Unidos.

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