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Ministro defende debate sobre a gravidez na adolescência em escolas e igrejas

O órgão das Nações Unidas ressalta que a gravidez na adolescência está fortemente associada a alguns pontos, como: pobreza e desigualdade de gênero  |  Durante o encontro, o ministro ainda destacou a realização de ações práticas do governo para garantir o acesso dos jovens aos serviços de saúde - Reprodução/Prefeitura Tuburão

Publicado em 21/10/2025, às 16h21   Durante o encontro, o ministro ainda destacou a realização de ações práticas do governo para garantir o acesso dos jovens aos serviços de saúde - Reprodução/Prefeitura Tuburão   José Nilton Jr.

Nesta terça-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível enfrentar a desigualdade no Brasil e na América Latina sem discutir a gravidez na adolescência. Para o ministro, a temática precisa ser levada “ao mais alto nível político” e também debatida em espaços de convivência e fé, como escolas e igrejas.

“Não podemos falar sobre esse assunto sem engajar em um diálogo substancial com as lideranças religiosas presentes em nossas comunidades”, declarou o ministro durante o evento Futuro Sustentável, promovido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Brasília.

Padilha ainda informou que o Ministério da Saúde está reestruturando a atenção primária para que os profissionais de saúde conheçam de perto as comunidades onde atuam. Ele também destacou que a pandemia de covid-19 prejudicou esse vínculo e defendeu o papel das igrejas no acolhimento de adolescentes e famílias vulneráveis.

Gravidez precoce ainda é desafio na América Latina

Segundo dados do UNFPA, a América Latina e o Caribe têm a segunda maior taxa de fecundidade adolescente do mundo, ficando atrás apenas da África Subsaariana. Na região, a cada 20 segundos uma jovem se torna mãe, somando cerca de 1,6 milhão de nascimentos anuais. 

O órgão das Nações Unidas ressalta que a gravidez na adolescência está fortemente associada a alguns pontos, como: pobreza, evasão escolar e desigualdade de gênero. No Brasil, 12% dos nascidos vivos são filhos de mães adolescentes.

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O ministro reforçou que a gravidez precoce não deve ser vista como escolha consciente, mas como resultado da falta de acesso a informações, tecnologias e direitos básicos de proteção.

Ministério aposta em novas tecnologias e acesso ampliado ao SUS

Durante o encontro, o ministro ainda destacou a realização de ações práticas do governo para garantir o acesso dos jovens aos serviços de saúde, como a criação da caderneta digital do adolescente e a inclusão do implante contraceptivo Implanon no SUS.

Ele explicou que, em um projeto piloto, o Implanon foi identificado como o método mais adequado para o público jovem e que o ministério trabalha para expandir sua oferta em todo o país. 

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