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Publicado em 31/03/2026, às 15h47 Reprodução/Getty images José Nilton Jr.
O jornalista Fernando Busian, que faz parte da equipe de comunicação do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), relatou que tem recebido ameaças desde a última quarta-feira (25).
O caso foi registrado na segunda-feira (30) na Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo. Segundo o profissional, os ataques teriam motivação política e apresentam conteúdo que ele classifica como de extrema-direita.
As ameaças começaram, de acordo com reportagem da Agência Brasil, após a divulgação de um comunicado sobre mudanças na liderança da federação PSOL-Rede, enviado a uma lista com cerca de 1,7 mil contatos em todo o Brasil.
Após o envio do material, o jornalista passou a receber mensagens com referências a cemitérios e funerais. Em seguida, um perfil falso com seu nome foi criado na plataforma GetNinjas.
A partir desse cadastro, ele afirma ter recebido orçamentos relacionados a serviços funerários e até propostas de segurança, o que levantou suspeitas sobre uma ação coordenada.
A situação se agravou quando mensagens anônimas enviadas por WhatsApp passaram a mencionar o endereço onde ele mora e o nome de sua mãe, ampliando o nível de intimidação.
Em nota conjunta, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) classificaram o caso como grave e cobraram investigação rigorosa.
As entidades destacaram que o episódio envolve ameaças de morte, exposição de dados pessoais e possível monitoramento, o que exige resposta das autoridades.
Dados da Fenaj apontam que 144 casos de violência contra jornalistas foram registrados em 2024. O número é menor que o de anos anteriores, como 2021, durante a pandemia e o governo de Jair Bolsonaro, quando houve 430 ocorrências, e 2023, com 181 casos.