Política

Racha na esquerda? Maioria do PSOL rejeita aliança com PT e tensão cresce antes de decisão nacional

Foto: Francisco de Assis
A proposta de união entre PSOL e PT enfrenta forte oposição interna, com a maioria das correntes do PSOL se posicionando contra  |   BNews RN - Divulgação Foto: Francisco de Assis
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 06/03/2026, às 13h25



A proposta de criação de uma federação partidária entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta forte resistência interna. Segundo o ex-vereador de Natal Robério Paulino, a maioria das correntes do partido é contrária à ideia de união formal entre as duas legendas.

De acordo com Paulino, que milita na sigla desde sua fundação, o posicionamento predominante dentro do PSOL é de rejeição à proposta de federação com o PT.

A possibilidade de aliança será analisada pelo diretório nacional do PSOL durante reunião marcada para este sábado (7). A expectativa do ex-parlamentar é que a proposta não seja aprovada.

Debate interno divide correntes do partido

Embora exista uma ala favorável à federação, o grupo não representa a maioria da legenda, segundo Paulino. Esse setor é liderado pelo deputado federal licenciado e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Mesmo com a divergência interna, o ex-vereador afirma que grande parte das correntes partidárias considera a federação incompatível com a identidade política do PSOL.

Para Paulino, a união formal com o Partido dos Trabalhadores poderia comprometer a autonomia do partido e descaracterizar sua trajetória histórica dentro da esquerda brasileira.

Origem do PSOL é argumento contra aliança

O ex-vereador lembra que o Partido Socialismo e Liberdade surgiu justamente como uma crítica aos governos do PT.

A legenda foi fundada entre 2004 e 2005, após a expulsão de parlamentares do PT que se posicionaram contra a reforma da Previdência aprovada durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Paulino, preservar essa independência política é essencial para que o partido mantenha sua capacidade de crítica, inclusive em relação ao atual governo federal.

Peso político do PT preocupa ala do PSOL

Outro ponto levantado pelo ex-vereador é o desequilíbrio político que poderia surgir dentro da federação entre as duas legendas.

Por ser um partido com maior estrutura e representação parlamentar, o PT teria maior influência nas decisões políticas do bloco.

Na avaliação de Paulino, isso poderia reduzir a autonomia do PSOL na definição de posicionamentos e estratégias políticas dentro da eventual federação.

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