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Publicado em 12/03/2026, às 17h09 Divulgação José Nilton Jr.
Sangue na urina, pressão alta e inchaço nas pernas podem ser sinais de alerta para problemas nos rins. No entanto, na maioria dos casos, a doença renal crônica é silenciosa. No Dia Mundial do Rim, celebrado neste ano no dia 12 de março, o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN/Ebserh), reforça a importância da prevenção.
Além das ações de conscientização, o hospital também tem ampliado a atuação em pesquisa clínica. Atualmente, a instituição participa de um estudo multicêntrico internacional que investiga a eficácia e a segurança de um novo medicamento voltado ao tratamento de uma enfermidade rara, a glomerulonefrite membranoproliferativa.
A pesquisa está recrutando voluntários com diagnóstico confirmado da doença por meio de biópsia renal realizada nos últimos 12 meses. Podem participar homens e mulheres com idade entre 18 e 60 anos. Os interessados em integrar o estudo ou obter mais informações podem procurar o ambulatório de nefrologia do hospital pelo telefone (84) 99670-8676.
Segundo o nefrologista do hospital e pesquisador responsável pelo estudo, Felipe Leite Guedes, embora a hipertensão e o diabetes ainda sejam as principais causas de insuficiência renal, uma parcela relevante dos casos está relacionada a doenças raras e de origem imunológica.
Ele explica que, até recentemente, essas enfermidades contavam com poucas opções terapêuticas disponíveis para os pacientes. O hospital já realiza o diagnóstico por biópsia renal e a análise laboratorial em parceria com o hospital da Universidade Federal do Maranhão, com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o especialista, a pesquisa representa uma oportunidade de ampliar as alternativas de tratamento para pessoas diagnosticadas com a doença, ao mesmo tempo em que contribui para o avanço do conhecimento científico na área da nefrologia.
Além da pesquisa clínica, especialistas do hospital destacam a importância da prevenção para evitar o desenvolvimento de doenças renais. O nefrologista Felipe Leite Guedes afirma que muitas pessoas procuram atendimento esperando uma medicação específica, mas a manutenção da função renal depende principalmente de hábitos diários.
Entre as recomendações estão a prática regular de atividade física, a redução do consumo de sal, evitar o tabagismo e manter o controle de doenças como pressão alta, diabetes, colesterol elevado e problemas cardíacos.