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Publicado em 27/10/2025, às 13h24 O primeiro tipo de aumento no peito masculino é mais conhecido como pseudoginecomastia - Reprodução/Portal Alexandre Senra José Nilton Jr.
O aumento das mamas em homens pode ser considerado algo que acontece com mais frequência do que se imagina. Em alguns casos, pode ser apenas o acúmulo de gordura. Já em outros, o motivo disso pode ser o crescimento do tecido mamário, uma situação conhecida como ginecomastia.
Embora raramente tenha relação com câncer, a alteração costuma gerar preocupação, vergonha e dúvidas. De acordo com estudos, a ginecomastia assintomática, ou seja, a que não apresenta dor ou sensibilidade, pode afetar de 30% a 50% dos homens saudáveis.
Levando essa dado em consideração, quase metade da população masculina pode apresentar algum grau de aumento do tecido mamário em algum momento da vida, mesmo sem perceber. Porém, na maior parte das vezes, a condição não oferece riscos à saúde e pode ser tratada ou até desaparecer sozinha.
Em homens e em mulheres, as mamas estão localizadas sobre os músculos peitorais, sendo formadas basicamente por dois elementos: gordura e tecido glandular. A gordura é responsável pelo volume e formato, enquanto o tecido glandular é influenciado por hormônios.
No caso das mulheres, o estrogênio estimula o crescimento durante a adolescência e a gestação. Já nos homens, a testosterona mantém esse tecido pequeno e inativo, embora a estrutura exista: há ductos, glândulas e mamilos. É por esse motivo que, mesmo em menor escala, os homens também podem desenvolver alterações nessa região.
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Curiosamente, o desenvolvimento do corpo masculino começa com um “modelo feminino” durante a gestação. Os mamilos se formam antes da diferenciação sexual.
O primeiro tipo de aumento no peito masculino é mais conhecido como pseudoginecomastia. Ele está ligado ao acúmulo de gordura e é comum em homens com sobrepeso, já que o tecido adiposo pode se concentrar no tórax da mesma forma que na barriga. Essa alteração é macia, não causa dor e costuma melhorar com perda de peso.
Já a ginecomastia verdadeira é diferente. Ela acontece quando há aumento do tecido glandular mamário sob o mamilo e a aréola, provocando uma área mais firme e, em alguns casos, sensível ao toque. Ela geralmente surge dquando existe um desequilíbrio hormonal entre testosterona e estrogênio.
Durante a adolescência, esse tipo de alteração é extremamente comum e tende a desaparecer naturalmente à medida que os níveis hormonais se estabilizam.
O tratamento adequado vai depender da causa do problema. Quando o aumento é provocado por medicamentos, uma simples troca pode resolver o problema. Se estiver relacionado ao uso de álcool, maconha ou anabolizantes, reduzir ou eliminar essas substâncias costuma ser essencial.
Em relação a casos de sobrepeso, emagrecer ajuda a equilibrar os hormônios e reduzir o volume no peito. Para quem tem pseudoginecomastia, exercícios físicos e perda de gordura corporal geralmente bastam.
Já nos casos que envolvem a ginecomastia verdadeira, a prática de musculação melhora a aparência do tórax, mas não elimina o tecido glandular.