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Você sabia? A “síndrome do coração partido” é real e os sintomas podem surpreender

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Coração partido é mais grave do que imaginam, isso pois a descarga hormonal gerada pelo estresse pode causar uma doença próxima de uma infarto.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 22/10/2025, às 14h40   Bruna Souza



Embora o ditado popular afirma que é impossível morrer de coração partido, a ciência discorda disso; por conta da Síndrome de Takotsubo, popularmente conhecida como a “síndrome do coração partido”, que é uma doença cardíaca de alto risco. 

O que acontece com o coração partido?

A síndrome é uma cardiopatia caracterizada pela perda temporária da capacidade de contração no coração, especialmente no ventrículo esquerdo; causada por conta de uma onde hormonal excessiva que é gerada por grande estresse físico, mas principalmente emocional. 

Segundo o cardiologista Marcelo Franken, gerente de cardiologia do Einstein, em entrevista para a revista Veja, o quadro imita um infarto clássico, porém, embora a sensação seja semelhante, ela vem em escala menor, não sendo capaz de obstruir artérias. 

Sintomas

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Os sintomas da síndrome são quase idênticos aos de um infarto agudo, como uma dor súbita no peito, falta de ar, palpitações e desmaios, que exigem uma investigação imediata e detalhada no pronto-socorro. 

Para o diagnóstico é necessário um eletrocardiograma e com a persistência ou evolução dos sintomas, um cateterismo, que é essencial para descartar a possibilidade de um infarto, que gera a obstrução coronária, e pela observação de uma alteração no movimento do ventrículo esquerdo.

Perfil de risco

Cerca de 90% dos casos ocorrem em mulheres, sendo mais comum na faixa etária pós-menopausa, por volta dos 60 anos, devido a alterações hormonais que aumentam a vulnerabilidade ao estresse. 

Embora ainda sejam minoria, a incidência em homens tem crescido, especialmente quando o gatilho é um estresse físico; estudos indicam que, nos homens, a doença costuma ser mais grave, com maior risco de complicações.

Tratamento e prevenção

O tratamento é semelhante ao de insuficiência cardíaca, monitorização contínua para prevenir arritmias. A recuperação geralmente ocorre em poucas semanas ou meses, com a função cardíaca voltando ao normal; no entanto, a síndrome pode se repetir em 5% a 10% dos casos.

Como prevenção, não há uma fórmula específica, mas medidas de bem-estar são essenciais; técnicas de redução de estresse, sono regular, atividade física e tratamento adequado para ansiedade e depressão e ficar atento aos sintomas

Classificação Indicativa: Livre

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