Geral
Publicado em 15/05/2026, às 18h29 Divulgação Jussier Lucas
Criminosos estão utilizando um site falso que imita páginas oficiais do Ministério da Fazenda para aplicar golpes em pessoas interessadas em renegociar dívidas pelo programa Novo Desenrola Brasil. A página fraudulenta promete limpar o nome do usuário em até cinco dias e ainda oferece uma suposta consulta de CPF para verificar elegibilidade no programa federal.
Segundo o alerta divulgado pelo governo, os golpistas utilizam elementos visuais semelhantes aos canais oficiais para transmitir credibilidade às vítimas. Durante o acesso ao site, os usuários são incentivados a informar dados pessoais e detalhes sobre dívidas, incluindo débitos de cartão de crédito.
Além disso, a plataforma falsa possui um chat de atendimento que orienta os usuários a realizarem pagamentos via Pix para liberar a renegociação. Os criminosos alegam cobranças de “taxas administrativas” e “processamento eletrônico” para concluir os acordos financeiros.
Leia também:
O Ministério da Fazenda reforçou que o Novo Desenrola Brasil não exige qualquer pagamento antecipado para participação no programa. Segundo o governo federal, as renegociações devem ser feitas diretamente com bancos e instituições financeiras responsáveis pelas dívidas.
A orientação é que consumidores desconfiem de páginas que prometem facilidades imediatas, solicitem transferências via Pix ou peçam informações bancárias sensíveis fora dos canais oficiais.
Especialistas em segurança digital também alertam para o aumento de golpes envolvendo programas do governo e recomendam que usuários verifiquem sempre o endereço eletrônico acessado antes de fornecer dados pessoais.
O programa Desenrola Brasil permite renegociação de dívidas com redução de juros e descontos, mas todas as etapas devem ocorrer por meios oficiais e sem cobrança de taxas extras.
O Ministério da Fazenda informou ainda que denúncias sobre páginas fraudulentas podem ser encaminhadas aos órgãos de defesa do consumidor e às autoridades policiais especializadas em crimes virtuais.