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Exame de apenas 2 minutos pode revelar sinais precoces de Alzheimer, aponta estudo

Pesquisadores associam ondas lentas de vigília a marcadores biológicos do Alzheimer, ajudando na identificação precoce da doença  |  Paris Brain Institute / Hôpital Pitié-Salpêtrière

Publicado em 21/10/2026, às 19h30   Paris Brain Institute / Hôpital Pitié-Salpêtrière   Jussier Lucas

Um exame rápido de eletroencefalograma (EEG), capaz de registrar a atividade elétrica do cérebro, pode ajudar a identificar sinais biológicos associados ao Alzheimer antes do surgimento de sintomas de declínio cognitivo. A possibilidade foi apontada por um estudo publicado no Journal of Alzheimer's Association.

A pesquisa identificou uma relação entre ondas cerebrais lentas durante a vigília, chamadas de ondas lentas de vigília (wSW), e marcadores biológicos associados aos estágios iniciais da doença. Segundo os pesquisadores, essas alterações podem ajudar a reconhecer pessoas com maior risco de neurodegeneração.

O estudo foi conduzido por cientistas do Instituto do Cérebro de Paris, da Universidade Sorbonne, do Hospital Pitié-Salpêtrière e do Instituto da Memória e da Doença de Alzheimer. A pesquisa acompanhou 314 idosos, com idades entre 70 e 85 anos, que apresentavam queixas de memória, durante dois anos.

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Ondas cerebrais podem indicar alterações precoces

As ondas lentas de vigília são oscilações elétricas semelhantes às observadas durante o sono, mas que aparecem no eletroencefalograma enquanto a pessoa está acordada. No estudo, essas ondas foram associadas a marcadores relacionados ao depósito de proteína amiloide e à neurodegeneração.

No Alzheimer, o acúmulo de proteína amiloide no cérebro e a deterioração progressiva dos neurônios estão entre as principais alterações biológicas associadas à doença. A identificação desses sinais pode contribuir para pesquisas sobre métodos de detecção em fases anteriores ao comprometimento cognitivo perceptível.

Durante o acompanhamento dos participantes, os pesquisadores também realizaram exames de imagem, incluindo tomografias por emissão de pósitrons (PET) para avaliar o depósito de amiloide e sinais de neurodegeneração. A comparação dos resultados permitiu investigar a relação entre a atividade elétrica cerebral e esses marcadores.

Apesar dos resultados, o EEG não deve ser interpretado como um diagnóstico definitivo de Alzheimer. A identificação de sinais associados ao risco precisa ser avaliada no contexto clínico e de outros exames, e a utilidade do método para a prática médica ainda depende de validação adicional.

Classificação Indicativa: Livre


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