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Ela não é humana: IA atua como advogada e vence caso em tribunal; confira os detalhes

Uma empresa utilizou IA para preparar e vencer um processo judicial, marcando um novo capítulo na tecnologia aplicada à Justiça  |  

Publicado em 23/06/2026, às 20h24      Jussier Lucas

Uma empresa conseguiu vencer um processo judicial no Reino Unido após utilizar uma inteligência artificial para conduzir praticamente toda a preparação do caso, em uma situação que vem sendo apontada como um marco no uso da tecnologia no sistema de Justiça.

O caso foi julgado no dia 14 de maio, no Tribunal do Condado de Wandsworth, durante uma sessão que durou cerca de três horas. A disputa envolvia a recuperação de uma dívida de 7 mil libras (aproximadamente R$ 48 mil), movida pela consultora independente de recursos humanos Tamires Camal Taquidir.

A empresa responsável pela solução de IA, chamada Garfield AI, foi contratada por cerca de 400 libras (aproximadamente R$ 2,7 mil) para atuar no caso, desde o envio de uma notificação formal até a condução da ação judicial.

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IA preparou documentos e organizou estratégia do processo

Segundo informações do caso, a inteligência artificial foi responsável por elaborar quatro depoimentos de testemunhas, organizar toda a documentação necessária e responder à contestação apresentada pela parte contrária, que era representada por advogados.

Apesar da atuação da IA em todas as etapas preparatórias, a presença de um advogado humano foi mantida na audiência para a representação formal em tribunal.

A decisão do juiz foi favorável à empresa assistida pela tecnologia, reconhecendo o direito ao recebimento do valor cobrado na ação.

O cofundador da Garfield AI, Philip Young, classificou o resultado como um “momento histórico” para o acesso à Justiça, destacando que pequenas empresas muitas vezes deixam de buscar seus direitos devido aos custos e à complexidade dos processos.

Já o advogado Dominic Li, que atuou na audiência, afirmou que a IA apresentou o caso de forma clara e eficiente, mas ressaltou que a defesa judicial ainda depende, essencialmente, da atuação humana.

O episódio ocorre em meio ao aumento do debate sobre o uso de inteligência artificial no setor jurídico, especialmente em relação à precisão das informações e à responsabilidade profissional no uso dessas ferramentas.

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TagsInteligência artificialAdvocaciaReino unido