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Publicado em 13/11/2025, às 16h42 Apesar de projetado para rotas intercontinentais, o A340-600 fez um trajeto relativamente curto entre Caracas e Belém - Reprodução/AeroIN José Nilton Jr.
A chegada da delegação venezuelana à COP30, em Belém, chamou a atenção na última quarta-feira (12). O grupo desembarcou em um Airbus A340-600 da estatal Conviasa, a maior aeronave a aparecer na conferência até o momento, de acordo com informações do site especializado AeroIN.
O modelo, um jato quadrimotor de longo alcance, é reconhecido por seu porte e capacidade de carga. O A340-600 chegou a ser um dos aviões mais longos do mundo, mas hoje é utilizado por poucas companhias devido ao alto consumo de combustível, sendo empregado pela Venezuela principalmente em viagens oficiais para países como Rússia, Turquia, Cuba e Irã.
Apesar de projetado para rotas intercontinentais, o A340-600 fez um trajeto relativamente curto entre Caracas e Belém, estimado em cerca de 27 toneladas de combustível. Para efeito de comparação, outro avião da frota venezuelana, o ACJ319, consumiria em torno de 8,7 toneladas para a mesma distância.
Com base na configuração comercial do modelo, o consumo por passageiro no A340-600 seria consideravelmente maior que o do A319, destacando o baixo desempenho energético da aeronave em trajetos curtos.
De acordo com o AeroIN, outras delegações presentes na COP30 optaram por aeronaves mais eficientes. O Catar, por exemplo, chegou a Belém utilizando um Airbus A340-300, cujo consumo médio é de 0,04 kg de combustível por milha náutica por assento, contra 0,07 kg estimados para o A340-600 venezuelano.
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Já a delegação da Holanda pousou com um Boeing 737-700, modelo moderno e com desempenho semelhante ao do avião do Catar.
O trajeto do avião venezuelano até Belém também despertou interesse. O A340-600 entrou no espaço aéreo brasileiro pela região de Roraima, de acordo com o site.
A rota pode estar relacionada à ausência de autorização de sobrevoo por parte da Guiana e do Suriname para aeronaves oficiais da Venezuela.