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Publicado em 09/01/2026, às 16h54 Reprodução/Auditoria Cidadã José Nilton Jr.
A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, expôs detalhes preocupantes sobre uma campanha organizada e financiada para defender o Banco Master e, ao mesmo tempo, fragilizar a imagem do Banco Central (BC) após decisão do Tribunal de Contas da União. De acordo com ela, a iniciativa foi amplamente difusa nas redes sociais e seguiu uma lógica clara de manipulação da opinião pública.
A jornalista relatou que a operação envolveu a contratação de influenciadores digitais com orientações precisas sobre como agir, quando publicar e de que forma abordar o tema em suas plataformas. Esses criadores de conteúdo recebiam resumos com diretrizes, material de apoio e instruções para atuação estratégica, sempre de maneira coordenada para produzir impacto máximo.
Malu Gaspar afirmou ainda que conversou com influenciadores que chegaram a assinar contratos de confidencialidade para conhecer os detalhes da proposta, mas, ao descobrirem o teor do projeto, desistiram de participar. Em contrapartida, encontrou outros que aceitaram o acordo e receberam valores antecipados. Segundo relatos, os pagamentos variavam conforme o alcance dos perfis, podendo chegar a contratos de até R$ 2 milhões para contas com mais de um milhão de seguidores.
A colunista destacou que o objetivo central da operação era descredibilizar uma instituição pública utilizando outra como instrumento de ataque, em uma ação planejada, financiada e com clara intenção de interferir na percepção social sobre o Banco Central. Ela classificou essa movimentação como extremamente grave por envolver dinheiro, estratégia digital e manipulação organizada de discurso público.
Além disso, Malu relembrou episódios já analisados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que descreveu práticas semelhantes como a atuação de uma “milícia digital”.
Segundo decisões do ministro, campanhas estruturadas para atacar instituições, fragilizar sua legitimidade e difundir desinformação configuram atividade criminosa quando realizadas de forma coordenada e intencional.