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Bolsonaro ficará até uma semana internado e sob controle total da Polícia Federal

A cirurgia de Bolsonaro está marcada para a quinta-feira (25), por volta das 9h, e, de acordo com os médicos, trata-se de uma intervenção eletiva  |  Ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro - Alan Santos/Presidência da República

Publicado em 24/12/2025, às 16h32   Ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro - Alan Santos/Presidência da República   José Nilton Jr.

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve permanecer internado entre cinco e sete dias após a cirurgia de hérnia inguinal bilateral, conforme informou a equipe médica nesta quarta-feira (24). Ele deu entrada no Hospital DF Star, em Brasília, nas primeiras horas da manhã, onde passará pelo procedimento autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.

A cirurgia está marcada para a quinta-feira (25), por volta das 9h, e, de acordo com os médicos, trata-se de uma intervenção eletiva. A duração exata da internação será definida apenas após a operação, de acordo com a evolução clínica do paciente.

De acordo com o cirurgião-geral Claudio Birolini, o pós-operatório exige cuidados intensivos, como tratamento das feridas, sessões de fisioterapia e medidas preventivas contra trombose, o que justifica a permanência prolongada no hospital.

Procedimento e limitações médicas

A equipe explicou que a cirurgia não poderá ser realizada por via laparoscópica devido ao histórico de múltiplas intervenções abdominais às quais Bolsonaro já foi submetido. As cirurgias anteriores geraram aderências que inviabilizam o uso desse método menos invasivo.

Segundo Birolini, a hérnia inguinal bilateral está relacionada à idade e ao histórico médico do ex-presidente. O médico acrescentou que episódios recorrentes de soluços aumentaram a pressão intra-abdominal, contribuindo para o surgimento do problema.

Regras rígidas e vigilância permanente

A internação acontece sob regras determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Durante todo o período no hospital, a Polícia Federal será responsável pela escolta do ex-presidente e pela segurança das instalações.

A decisão estabelece vigilância contínua, com ao menos dois agentes posicionados em frente ao quarto, além de equipes distribuídas nas áreas internas e externas do hospital. Também está proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico no quarto, com exceção de equipamentos médicos.

Moraes autorizou apenas a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante a internação. Qualquer outra visita, inclusive dos filhos do ex-presidente, dependerá de autorização judicial específica.

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