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Publicado em 06/04/2026, às 17h54 Reprodução: Freepik Jussier Lucas
Quase metade dos adolescentes do Rio Grande do Norte já teve contato com bebidas alcoólicas. É o que revela a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, 44,7% dos estudantes entre 13 e 17 anos afirmaram já ter experimentado álcool ao menos uma vez.
O estudo, que reúne dados de alunos de escolas públicas e privadas em todo o país, também chama atenção para o início precoce do consumo. No estado, 20,6% dos jovens disseram ter tido o primeiro contato com bebidas alcoólicas aos 13 anos ou antes.
Outro dado preocupante aponta que mais de um terço dos estudantes já passou por episódios de embriaguez, o que acende um alerta para os impactos do consumo ainda na adolescência, fase considerada crucial para o desenvolvimento físico e mental.
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Além do álcool, a pesquisa identificou o avanço do uso de dispositivos eletrônicos para fumar entre os jovens. No RN, 22,7% dos estudantes afirmaram já ter experimentado cigarro eletrônico, produto que tem ganhado popularidade principalmente entre adolescentes.
Especialistas alertam que o contato precoce com substâncias psicoativas pode trazer consequências duradouras, como déficits cognitivos, maior propensão a comportamentos de risco e desenvolvimento de transtornos mentais.
Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) indicam que, entre 2017 e 2022, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou quase 30 mil internações de adolescentes no Brasil por problemas relacionados ao uso dessas substâncias.
Fatores como vulnerabilidade social, exposição à violência e ambientes familiares instáveis estão entre os principais elementos associados ao início precoce do consumo. Diante desse cenário, especialistas defendem o fortalecimento de políticas públicas, ações preventivas e orientação às famílias.
A pesquisa também analisou aspectos ligados à saúde mental dos estudantes. Parte dos jovens relatou sentimentos frequentes de tristeza, ansiedade e dificuldades no ambiente escolar, o que reforça a necessidade de atenção integrada à saúde física e emocional dessa faixa etária.