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Publicado em 22/02/2026, às 17h12 Imagem: Fellipe Sampaio Mayane Lins
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou neste sábado (21) o arquivamento do pedido que questionava a imparcialidade do ministro Dias Toffoli no chamado caso Master. Com a decisão, fica encerrada a iniciativa que buscava declarar o magistrado suspeito nas investigações relacionadas ao tema.
A arguição foi apresentada após a Polícia Federal encaminhar a Fachin um relatório que mencionava suposta relação entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento, com cerca de 200 páginas, continha mensagens extraídas de aparelho celular, além de referências ao ministro e a movimentações financeiras. Ao receber o material, Fachin determinou a autuação imediata do pedido e passou a conduzir o procedimento.
Nos bastidores da Corte, ministros discutiram o alcance da medida. Posteriormente, o Supremo decidiu tornar sem efeito o pedido formal de suspeição. O desfecho ocorreu após entendimento entre os integrantes do tribunal, inclusive com a concordância de Toffoli.
Embora o arquivamento afaste a declaração de suspeição, Toffoli deixou a relatoria do caso Master. A condução do processo passou ao ministro André Mendonça, também integrante da 2ª Turma do STF. Com isso, Toffoli não está mais à frente das investigações, mas não foi impedido de atuar em eventuais julgamentos relacionados ao tema.
Outras representações sobre o assunto ainda aguardam manifestação na Procuradoria-Geral da República (PGR). No Senado, há pedidos de impeachment protocolados contra o ministro, que seguem sem deliberação até o momento.