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Publicado em 06/05/2026, às 13h14 Imagem ilustrativa: Reprodução/Capitalist José Nilton Jr.
Um aplicativo que funciona impulsionado por Inteligência Artificial, chamado Puft.ai, foi desenvolvido para consultar antecedentes criminais com base em dados públicos, servindo como uma ferramenta de proteção voltada especialmente para mulheres em contextos de encontros.
Além disso, o aplicativo também permite acesso a informações sobre processos judiciais, reunindo dados disponíveis em bases públicas para gerar relatórios detalhados.
A proposta surge em meio ao aumento dos casos de violência contra mulheres no Brasil.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou no ano passado o maior número de feminicídios da última década.
Foram 1.568 mulheres assassinadas, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Segundo os criadores do aplicativo, esse cenário foi determinante para o desenvolvimento da solução.
O funcionamento do Puft.ai é simples, exigindo apenas o nome completo ou CPF da pessoa a ser consultada.
A ferramenta cruza informações públicas e apresenta um relatório que pode incluir processos judiciais, registros policiais e vínculos empresariais.
A ideia é facilitar o acesso a dados que, embora públicos, nem sempre são facilmente encontrados pelo cidadão comum.
Os desenvolvedores afirmam que o sistema segue as regras de acesso à informação previstas na legislação. Dados protegidos por sigilo judicial ou considerados restritos não são incluídos nos relatórios. A proposta é garantir transparência sem violar direitos legais ou privacidade.
A ferramenta busca ajudar usuários a tomarem decisões mais seguras, especialmente em situações de vulnerabilidade. Ao centralizar informações públicas, o aplicativo pretende atuar como um recurso de apoio à prevenção de riscos.
A iniciativa se insere no debate sobre o uso de tecnologia para enfrentar problemas sociais complexos, como a violência de gênero.