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Anvisa proíbe substâncias tóxicas em produtos de unhas e esmaltação em gel; veja quais são os riscos

A Anvisa reforçou que o risco é maior para profissionais de salões, mas alertou que consumidores também estão expostos aos efeitos adversos  |  Segundo a resolução publicada, estão suspensas a fabricação, importação e concessão de novos registros ou notificações de cosméticos com as substâncias - Rodrigo Maia/Câmara dos Deputados

Publicado em 30/10/2025, às 14h31   Segundo a resolução publicada, estão suspensas a fabricação, importação e concessão de novos registros ou notificações de cosméticos com as substâncias - Rodrigo Maia/Câmara dos Deputados   José Nilton Jr.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de maneira imediata o uso de duas substâncias químicas potencialmente perigosas encontradas em produtos de unhas e esmaltação em gel que dependem de luz ultravioleta ou LED.

A decisão, que foi aprovada na última quarta-feira (29), veta o uso do TPO (óxido de difenil e do DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também chamado de dimetiltolilamina (DMTA), por riscos graves à saúde humana.

Risco de câncer e infertilidade

De acordo com a Anvisa, estudos foram realizados e apontam que o DMPT pode induzir câncer em humanos, enquanto o TPO pode comprometer a reprodução e reduzir a fertilidade. A medida tem como objetivo proteger os consumidores e profissionais do setor de beleza, que têm contato direto e frequente com esses produtos.

A Anvisa reforçou que o risco é maior para profissionais de salões, mas alertou que consumidores também estão expostos aos efeitos adversos da exposição, especialmente quando há uso contínuo.

Empresas têm 90 dias para retirar produtos do mercado

Segundo a resolução publicada, estão suspensas a fabricação, importação e concessão de novos registros ou notificações de cosméticos que contenham TPO ou DMPT. As empresas terão um prazo de 90 dias para encerrar a comercialização e o uso dos produtos que já estão em circulação.

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Passado esse período, os registros e notificações desses itens serão automaticamente revogados pela Anvisa. Fabricantes e distribuidores deverão recolher as mercadorias remanescentes das prateleiras.

Decisão preventiva e alinhada a padrões internacionais

Daniela ressaltou que os efeitos nocivos dessas substâncias estão geralmente associados a exposições frequentes e prolongadas, mas reforçou que até mesmo contatos ocasionais exigem atenção.

Com a decisão, o Brasil passa a seguir o mesmo padrão de segurança adotado pela União Europeia, reforçando o controle sobre ingredientes potencialmente tóxicos utilizados na indústria de cosméticos.

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