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Publicado em 19/02/2026, às 16h58 Hackers do Bem/Divulgação Jussier Lucas
O programa Hackers do Bem anunciou a abertura de 25 mil novas vagas para cursos gratuitos de formação em cibersegurança. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e é executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
As oportunidades são destinadas aos cursos de nivelamento e básico e não exigem pré-requisitos. Podem participar estudantes do ensino médio, técnico ou superior, profissionais da área de tecnologia da informação que desejam se especializar e também pessoas interessadas em migrar de carreira.
A ampliação ocorre em um contexto de aumento de golpes digitais, vazamentos de dados e ataques a sistemas públicos e privados. Segundo a organização internacional ISC2, o déficit global de profissionais de cibersegurança supera 4,8 milhões de especialistas, cenário que também afeta o Brasil.
Formação estratégica
Desde o lançamento, em janeiro de 2024, mais de 36 mil alunos já foram certificados pelo programa. De acordo com o diretor da Escola Superior de Redes (ESR), Leandro Guimarães, a proposta vai além da qualificação técnica.
Segundo ele, os participantes são preparados para identificar vulnerabilidades, prevenir ataques e fortalecer sistemas digitais com ética e responsabilidade. A formação busca consolidar a cibersegurança como política pública permanente, contribuindo para a proteção de infraestruturas críticas e para a soberania tecnológica do país.
O programa também tem ampliado a diversidade no setor, historicamente marcado pela predominância masculina. Atualmente, as mulheres representam cerca de 22% dos profissionais da área, e a iniciativa tem atraído novos perfis, inclusive pessoas acima dos 50 anos e profissionais de outras formações.
Entre os exemplos está o de uma servidora pública de 52 anos que decidiu migrar para a área e concluiu a especialização em Red Team. Outro participante, de 60 anos, destacou que a oportunidade mostrou que não há limite de idade para aprender uma nova profissão. Já um jovem formado em Direito encontrou na forense digital uma nova perspectiva de atuação.
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Como funciona
A formação começa pelo curso de nivelamento. Após a conclusão, o participante pode avançar para o nível básico. As etapas fundamental e de especialização incluem aulas ao vivo e atividades práticas em laboratório.
A fase final é a residência tecnológica, realizada nos escritórios regionais da RNP, com duração de seis meses e concessão de bolsa mensal.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do programa.