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Processo contra Virginia Fonseca por publicidade de apostas tem reviravolta após decisão da Justiça

Tribunal de Justiça do DF determina que processo sobre Virginia Fonseca e a plataforma Blaze agora é público, após pedido do MPDFT  |  Instagram/Virginia Fonseca

Publicado em 27/07/2026, às 19h00   Instagram/Virginia Fonseca   Jussier Lucas

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou o fim do sigilo do processo que envolve a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze. A decisão foi assinada pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel e atende a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), permitindo que a ação passe a tramitar em regime de publicidade.

O caso trata de um recurso apresentado pelo Ministério Público em uma ação que busca impor restrições à publicidade de apostas esportivas, especialmente em conteúdos que apresentem promessas de ganhos garantidos ou deixem de informar, de forma clara, os riscos envolvidos nesse tipo de atividade.

Com o levantamento do sigilo, os documentos do processo passam a ser públicos, ampliando o acesso às informações relacionadas à investigação.

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Segundo o MPDFT, Virginia Fonseca teria participado de um modelo estruturado de captação de apostadores durante partidas da Copa do Mundo de 2026, em parceria com a plataforma Blaze.

A investigação cita conteúdos publicados pela influenciadora durante o confronto entre Argentina e Cabo Verde, nos quais ela incentivava os seguidores a apostarem na vitória da seleção africana.

Para o Ministério Público, a aposta divulgada apresentava baixa probabilidade de sucesso e alto retorno financeiro, enquanto a influenciadora utilizava uma linguagem considerada emocional para estimular o público a participar. O órgão também afirma que as publicações não continham sinalização suficiente de que se tratava de conteúdo publicitário.

A ação sustenta ainda que a Blaze intensificou sua estratégia de divulgação durante o torneio, aproveitando o grande engajamento gerado pelas partidas para incentivar apostas. Segundo a investigação, a plataforma teria utilizado campanhas consideradas capazes de estimular o consumo impulsivo por meio da promessa de ganhos fáceis e da atuação de influenciadores digitais de grande alcance.

O Ministério Público também aponta que Virginia poderia receber comissão correspondente a 30% das perdas registradas por usuários que realizassem apostas a partir de suas recomendações.

A CNN Brasil informou que tentou contato com as defesas da influenciadora e da plataforma, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação das partes.

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