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Tentação: Calendário vira febre com "padres mais lindos do mundo"; fotos mostram o objeto do desejo

Descubra como o Calendário Romano se tornou o item mais desejado entre turistas em Roma, misturando humor e tradição religiosa  |  Reprodução internet

Publicado em 06/02/2026, às 10h36   Reprodução internet   Dani Oliveira

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Entre ímãs, cartões-postais e miniaturas do Vaticano vendidos nas bancas da capital italiana, um item chama atenção há duas décadas pela proposta inusitada: o chamado “Calendário Romano”.

O almanaque anual, lançado em 2004 pelo fotógrafo italiano Piero Pazzi, reúne retratos em preto e branco de homens usando batina e colarinho clerical — escolhidos por uma estética considerada marcante.

A ideia, que mistura humor, curiosidade e referências à tradição religiosa, transformou o produto em um dos souvenirs mais procurados por visitantes que passam por Roma.

Ao longo dos anos, o calendário ganhou status de item “cult” entre turistas e passou a integrar o imaginário popular da chamada Cidade Eterna.

A ideia, que mistura humor, curiosidade e referências à tradição religiosa, transformou o produto em um dos souvenirs mais procurados por visitantes que passam por Roma.

De lembrança irreverente a fenômeno comercial

Apelidado informalmente por turistas estrangeiros de “hot priest calendar”, o material combina as fotografias com informações turísticas sobre a cidade e o entorno do Vaticano.

O resultado é um objeto que funciona tanto como peça de humor quanto como guia visual temático.

Com milhares de exemplares vendidos a cada edição, o calendário se consolidou como um produto recorrente nas lojas de lembranças próximas a pontos turísticos e praças históricas.

Apelidado informalmente por turistas estrangeiros de “hot priest calendar”, o material combina as fotografias com informações turísticas sobre a cidade e o entorno do Vaticano.

Nem todos são padres de verdade

Apesar da associação imediata com religiosos reais, o próprio Pazzi já esclareceu em entrevistas que nem todos os retratados são padres.

Parte das fotos envolve modelos e pessoas comuns abordadas nas ruas de Roma ou durante celebrações religiosas em outras cidades europeias, como Sevilha, onde o fotógrafo também realizou ensaios para edições anteriores.

A estética em preto e branco, o enquadramento clássico e o uso do colarinho clerical ajudam a criar a atmosfera visual que tornou o “Calendário Romano” reconhecível instantaneamente nas vitrines da cidade.

Apesar da associação imediata com religiosos reais, o próprio Pazzi já esclareceu em entrevistas que nem todos os retratados são padres.


Outros calendários que também viraram ícones culturais (e ajudaram a explicar o fenômeno)

O sucesso do “Calendário Romano” não é um caso isolado. Ao longo das últimas décadas, diferentes calendários temáticos deixaram de ser simples marcadores de datas para se tornarem objetos de desejo, peças de arte e até fenômenos culturais internacionais.

Alguns exemplos ajudam a contextualizar por que a ideia criada por Piero Pazzi encontrou terreno tão fértil entre turistas em Roma.

O sucesso do “Calendário Romano” não é um caso isolado. Ao longo das últimas décadas, diferentes calendários temáticos deixaram de ser simples marcadores de datas para se tornarem objetos de desejo, peças de arte e até fenômenos culturais internacionais.

Calendário Pirelli: quando o calendário virou obra de arte

Criado nos anos 1960 pela fabricante de pneus italiana, o Calendário Pirelli se tornou um dos mais prestigiados do mundo da fotografia. A cada edição, fotógrafos renomados produzem ensaios artísticos com modelos e celebridades, transformando o calendário em item de colecionador.

Mais do que marcar o ano, ele passou a representar tendências estéticas, debates culturais e linguagem visual sofisticada.

Dieux du Stade: atletas como símbolo de beleza

Na França, o calendário “Deuses do Estádio”, com jogadores de rúgbi em ensaios sensuais e artísticos, virou fenômeno editorial.

Assim como o calendário romano, ele trabalha a estética do corpo masculino com forte apelo visual, misturando esporte, arte e provocação.

Warwick Rowers Calendar: beleza com causa social

No Reino Unido, estudantes da equipe de remo da Universidade de Warwick criaram um calendário fotográfico inicialmente para arrecadar fundos.

O projeto ganhou notoriedade internacional e passou a financiar campanhas contra a homofobia no esporte.

Calendário Carabinieri: tradição institucional que também virou item de coleção

Na própria Itália, o calendário oficial dos Carabinieri é produzido anualmente com forte apelo histórico e visual, trazendo imagens artísticas dos policiais em cenários simbólicos. É um dos calendários institucionais mais colecionados do país.

Por que calendários temáticos fazem tanto sucesso?

O “Calendário Romano” se encaixa perfeitamente nessa tradição: ele não vende apenas datas, mas narrativa, estética e curiosidade cultural.

Calendários assim funcionam como:

• Peças de design e fotografia
• Objetos de humor e provocação
• Itens de coleção para turistas
• Produtos que misturam arte, identidade e memória local

É exatamente essa combinação que explica por que, em meio a lembranças tradicionais, o calendário com “homens de batina” conseguiu se tornar um dos souvenirs mais comentados e fotografados de Roma.

Classificação Indicativa: Livre


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