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A advogada potiguar Ruthiane Basílio vivenciou momentos de pânico e precisou se refugiar no interior da Basílica de Santa Maria durante o ataque a tiros que deixou seis mortos e 15 feridos na Praça do Mercado Principal, em Cracóvia, na Polônia.
Em seu último dia de viagem no país europeu, ela e dois amigos procuravam lojas de souvenires quando os disparos começaram na área comercial. O atirador, que vestia trajes militares e portava armamento pesado, foi detido após balear também dois policiais no confronto.
Em relato enviado ao portal, a potiguar detalhou o momento em que percebeu o perigo e buscou segurança.
“E, ao entrar na Basílica, nós escutamos os disparos que aconteceram nas redondezas da Zara, que era exatamente do outro lado de uma rua estreita. E, ficamos sem entender. Pensamos, fireworks, fogos de artifícios, poderia ser. Mas, imediatamente, o meu amigo que estava comigo falou, isso não é fogos de artifício. E ele falou em inglês também, e as pessoas começaram a perceber. E começou a se tornar um alvoroço”, relembrou Ruthiane.
Para acessar o local seguro, o grupo precisou romper barreiras de isolamento da igreja e abrir os portões de madeira do altar para acomodar os civis que fugiam.
“Foram 100 pessoas, mais de 100 pessoas dentro da Basílica. [...] Tinha muita gente, muita gente esperada, muita criança, muita mulher, muito idoso. E, aos poucos, nós soubemos que uma pessoa tinha sido morta. Isso nos deixou muito, muito, muito aflitos”, relatou.
Espera por resgate: advogada e amigos permaneceram abrigados por cerca de três horas até a liberação da praça, recusando a primeira oferta de saída escoltada para evitar riscos.
Dinâmica do crime: atirador atingiu um bonde na Praça de Todos os Santos antes de invadir a região comercial da Rua Grodzka e disparar contra vitrines e pedestres.
Balanço de vítimas: seis pessoas perderam a vida (quatro mulheres e dois homens) e outras 15 ficaram feridas, incluindo dois agentes policiais, sendo um em estado grave.
Ao final de quase três horas de tensão, o grupo conseguiu deixar o templo em segurança após a confirmação das autoridades locais de que a ameaça havia sido neutralizada. “Depois de três horas, nós saímos, perto das seis horas, agora há pouco. Saímos, fizemos todo um trajeto diferente, porque toda a praça está interditada. Inclusive, a zona que nós estávamos, a igreja, ficou interditada”, completou Ruthiane nas aspas reproduzidas na íntegra. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, e o presidente Karol Nawrocki deslocaram forças de segurança nacionais para assumir a investigação e garantir a assistência aos feridos nos hospitais de Cracóvia.
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