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Publicado em 01/12/2025, às 15h06 - Atualizado às 15h08 Foto: Unsplash Nathalia Quiereguini
Você já ouviu falar da Síndrome da Hiperêmese Canabinóide (CHS)? Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, alertam que esse distúrbio está se tornando cada vez mais comum entre usuários regulares de cannabis.
Segundo artigo do Terra, recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente a síndrome com o código R11.16, o que ajuda médicos a diagnosticar e entender melhor a condição.
A CHS é um distúrbio gastrointestinal grave. Quem convive com ela enfrenta crises intensas de náuseas, dor abdominal e vômitos persistentes, que podem durar dias.
Para algumas pessoas, esses episódios se repetem várias vezes ao ano, muitas vezes exigindo atendimento hospitalar.
Um ponto curioso sobre a CHS é que os sintomas não aparecem imediatamente após o consumo. Estudos mostram que eles podem surgir horas ou até um dia depois do uso da cannabis.
Outro detalhe interessante é que muitos pacientes relatam alívio temporário ao tomar banhos muito quentes, um padrão observado em vários casos.
Embora os sintomas sejam claros, a causa exata da CHS ainda não é totalmente conhecida. A síndrome está ligada ao uso contínuo de cannabis, mas nem todos os usuários frequentes desenvolvem a condição.
Isso levanta questões importantes sobre fatores individuais que influenciam a manifestação da doença.
O reconhecimento da CHS pela OMS traz benefícios práticos para pacientes e profissionais de saúde.
Com um código oficial, os hospitais podem identificar a condição de forma mais precisa, aumentar o conhecimento sobre seus impactos e reduzir diagnósticosequivocados.
Antes, muitas vezes, esses episódios eram atribuídos a outros problemasgastrointestinais ou considerados exageros.
Para quem consome cannabis com frequência, é importante estar atento aos sinais: náuseas persistentes, dor abdominal intensa, vômitos repetidos e alívio momentâneo com banho quente.
Reconhecer esses sintomas cedo pode evitar complicações e permitir que o tratamento adequado seja adotado.
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