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Cidades

Veneno no prato? Estudo mostra números assutadores de ultraprocessados na dieta dos Potiguares; veja índices por cidade

Alimentos ultraprocessados estão associados a doenças como obesidade, diabetes e hipertensão  |  Reprodução/iStock

Publicado em 29/04/2026, às 10h23   Reprodução/iStock   Malu Machado

Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) revelou um dado preocupante sobre o prato dos potiguares: os alimentos ultraprocessados já representam 18,7% de tudo o que a população do Rio Grande do Norte consome. 

Nos grandes centros urbanos, o cenário é ainda mais crítico, com a capital, Natal, atingindo a marca de 21,2%.

Ranking do consumo no RN

O levantamento mostra que a facilidade de acesso a redes de fast-food e a rotina acelerada ditam o ritmo do consumo nos municípios mais populosos. Confira os índices por cidade:

Na contramão dessa tendência, os municípios de Paraná e Jardim de Angicos registram os menores índices de consumo no estado, com 13,2%.

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Por que o consumo disparou?

Para o nutricionista Rodrigo Rüegg, o fenômeno é estrutural.

Não é algo localizado, está ligado ao sistema alimentar e ao ambiente em que vivemos. Nos grandes centros, a oferta de industrializados é massiva, enquanto o acesso a itens frescos pode ser limitado, especialmente em áreas periféricas",  explica.

Os perigos no prato

Embora práticos, esses alimentos - ricos em açúcar, sódio e gordura, mas pobres em nutrientes - são os principais vilões para o surgimento de doenças crônicas. O consumo frequente está diretamente ligado a:

A regra de ouro: descascar mais, desembalar menos

A recomendação dos especialistas segue o Guia Alimentar para a População Brasileira: a base da dieta deve ser composta por alimentos in natura (frutas, grãos, hortaliças e leguminosas). 

Quanto menor a participação de ultraprocessados na dieta, melhor para a saúde a longo prazo", reforça Rüegg.

Classificação Indicativa: Livre


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