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Consumo de alimentos ultraprocessados cresce no RN e acende alerta para doenças; saiba quais produtos podem causar mais danos à saúde

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Conheça os 10 alimentos ultraprocessados mais consumidos no Brasil e os riscos que eles trazem à saúde da população  |   BNews RN - Divulgação Freepik
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 28/04/2026, às 12h34



Os potiguares estão consumindo cada vez mais alimentos ultraprocessados. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que identificou a presença de alimentos ultraprocessados na dieta da população em todos os 5.570 municípios brasileiros.

No Estado do Rio Grande do Norte, esses produtos já representam 18,7% do consumo alimentar da população, com aumento de três pontos percentuais (21,2%) na capital. 

Segundo o levantamento, o consumo varia entre os municípios. Em Parnamirim, os ultraprocessados representam 20,3% das calorias diárias, seguido por Mossoró (18,0%), Caicó (17,5%) e Extremoz (17,3%). Na outra ponta, Paraná e Jardim de Angicos registram os menores índices, com 13,2%.

O professor de Nutrição da Estácio, Rodrigo Rüegg, afirma que esse cenário não surpreende.

O fato de esse padrão estar presente em praticamente todos os municípios mostra que não é mais um fenômeno localizado, mas estrutural, ligado ao sistema alimentar e ao ambiente em que vivemos”, afirma.

Mas o que são os alimentos ultraprocessados ?

Os alimentos ultraprocessados são formulações industriais que contêm poucos ou nenhum alimento in natura em sua composição.

De acordo com a plataforma Sara,  esses alimentos são feitos com substâncias extraídas de alimentos (como óleos, gorduras, açúcar e amido) e aditivos artificiais (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, emulsificantes, entre outros).

A ideia nesse tipo de produção é maximizar o sabor, prolongar a validade e tornar o consumo mais prático, mas tudo isso à custa de qualidade nutricional. 

Exemplos de alimentos ultraprocessados:

  • refrigerantes;
  • biscoitos recheados;
  • salgadinhos de pacote;
  • embutidos como salsicha;
  • mortadela;
  • cereais matinais açucarados;
  • macarrão instantâneo;
  • pratos congelados prontos.

Por que o consumo de ultraprocessados está maior?

Segundo o nutricionista, fatores como praticidade, rotina acelerada e maior oferta de industrializados influenciam o aumento desse comportamento nos grandes centros urbanos. 

Nesses locais, há maior presença de redes de fast-food, além da facilidade de acesso a comidas prontas. Por outro lado, o acesso a itens frescos pode ser limitado, especialmente em áreas periféricas”, explica. 

Porém, esse padrão de consumo traz impactos a longo prazo. De acordo com o docente, os ultraprocessados apresentam um perfil nutricional desequilibrado e estão frequentemente relacionados ao diagnóstico de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão e alguns tipos de câncer.

“São alimentos ricos em açúcar, gordura, sódio e pobres em nutrientes. Além disso, são hiperpalatáveis, o que contribui para alterações metabólicas e desregulação da fome e saciedade, o que favorece o consumo excessivo”, destaca.

Alimentos ultraprocessados - SARA
Alimentos ultraprocessados - SARA

Quais os 10 piores alimentos ultraprocessados do cotidiano

Apesar de haver uma infinidade de produtos nessa categoria, alguns se destacam negativamente pela frequência com que são consumidos e pelos danos que podem causar à saúde.

Entre os 10 piores alimentos ultraprocessados mais comuns na dieta brasileira:

  1. Refrigerantes – ricos em açúcar e aditivos, totalmente desprovidos de valor nutricional;
  2. Biscoitos recheados – contêm grandes quantidades de gordura trans, açúcar e farinhas refinadas;
  3. Salgadinhos de pacote – cheios de sódio, corantes e realçadores de sabor;
  4. Cereais matinais açucarados – vendidos como saudáveis, mas repletos de açúcar e corantes;
  5. Macarrão instantâneo – altíssimo teor de sódio, gordura e aditivos artificiais;
  6. Salsichas e embutidos – fontes de nitritos e nitratos, ligados a doenças graves;
  7. Pães industrializados – incluem emulsificantes, conservantes e adoçantes artificiais;
  8. Bolos prontos e misturas para bolos – cheios de conservantes, aromatizantes e corantes;
  9. Iogurtes com sabor – muitas vezes mais parecidos com sobremesas do que com iogurtes naturais;
  10. Pratos congelados prontos – combinam aditivos, gordura, sódio e calorias em excesso.

Orientação
A recomendação é clara: reduzir ao máximo o consumo e buscar incluir mais ingredientes in natura na dieta, como hortaliças, frutas, grãos e leguminosas. 

Ou seja: descascar mais e desembalar menos.

O Guia Alimentar orienta evitar ultraprocessados. Quanto menor a participação desses produtos na dieta, melhor”, reforça o professor.

Classificação Indicativa: Livre

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