Cidades
Publicado em 05/05/2026, às 16h21 José Aldenir Jussier Lucas
O Rio Grande do Norte enfrenta um cenário preocupante no abastecimento de medicamentos na rede pública. Dados apresentados à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa apontam que apenas 60% dos remédios do componente especializado estão disponíveis atualmente no estado.
As informações foram fornecidas pela Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública, em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela deputada Cristiane Dantas.
Segundo o levantamento, outros 20% dos medicamentos estão em processo de licitação, enquanto 11,5% ainda dependem de envio por parte do Ministério da Saúde.
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Durante a reunião, parlamentares também analisaram propostas voltadas à ampliação do acesso à saúde no estado. Entre os destaques está o Projeto de Lei que cria o Programa Estadual Colonoscopia RN, com foco na prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal.
O autor da proposta, Dr. Kerginaldo, ressaltou a dificuldade de acesso ao exame na rede pública e destacou que o diagnóstico precoce pode aumentar significativamente as chances de cura.
Outros projetos aprovados incluem medidas para diagnóstico precoce de TDAH, incentivo à doação de sangue e inclusão de exames na triagem neonatal.
Apesar do avanço nas propostas, deputados reforçaram a necessidade de atenção ao abastecimento de medicamentos, considerado essencial para o funcionamento adequado da rede pública de saúde no estado.