Cidades
A celebração dos 30 anos da urna eletrônica no Brasil ganhou um elemento inesperado: a criação de uma mascote que rapidamente viralizou — tanto pela proposta educativa quanto pelas reações bem-humoradas nas redes sociais.
O lançamento foi feito nesta segunda-feira (4) pelo Tribunal Superior Eleitoral, durante evento institucional em Brasília.
Batizada de “Pilili”, em referência ao som emitido pela urna no momento da confirmação do voto, a personagem foi criada para aproximar o sistema eleitoral, especialmente do público jovem, de forma lúdica e acessível.
Apesar da proposta educativa, o nome e o visual da mascote rapidamente repercutiram nas redes sociais, gerando uma onda de memes. Usuários destacaram o tom considerado infantil e fizeram associações bem-humoradas com expressões populares.
Entre as publicações que ganharam destaque, uma montagem com o personagem Cebolinha brinca com o termo “pilili” como gíria para desconforto intestinal.
Em outro post, internautas ironizam a escolha do nome ao compará-lo com outras palavras curiosas que viralizaram recentemente.
Proposta é aproximar jovens da democracia
A mascote integra uma estratégia de comunicação da Justiça Eleitoral para reforçar a importância do voto, sobretudo entre novos eleitores.
Durante o evento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou o papel da urna eletrônica como ferramenta segura e confiável.
O Brasil pensou uma forma, portanto, algo que foi feito por nós, para nós, para as nossas necessidades, que é a urna eletrônica. O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa, não tem a visão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa”, afirmou.
A ministra também incentivou a participação de jovens no processo eleitoral, especialmente aqueles que estão próximos de completar 16 anos — idade mínima facultativa para votar no país.
Três décadas de tecnologia eleitoral
Marco da modernização democrática, a urna eletrônica completa 30 anos em 2026. O equipamento foi utilizado pela primeira vez nas eleições municipais de 1996 e, desde então, tornou o Brasil referência internacional em votação eletrônica.
Principais avanços:
- Fim das cédulas de papel
- Apuração rápida, com resultados no mesmo dia
- Redução de fraudes e erros humanos
- Sistema auditável e transparente
Ao substituir o voto em papel, o país superou problemas históricos como extravio de cédulas, fraudes e longos períodos de apuração.
Evento reforça transparência do sistema
Além do lançamento da mascote, a cerimônia contou com exposições sobre a evolução da urna eletrônica, experiências interativas e conteúdos educativos sobre o processo eleitoral.
O TSE reforçou que o sistema é um patrimônio coletivo e destacou a importância da transparência diante da circulação de desinformação.
Antes se assinava uma cédula de papel e se colocava em uma urna que era de lona (...) Isso hoje já não acontece mais”, pontuou Cármen Lúcia.
Sistema é considerado pilar da democracia brasileira
Com cerca de 156 milhões de eleitores, o Brasil possui um dos maiores sistemas eleitorais do mundo.
A urna eletrônica foi desenvolvida para ser intuitiva e acessível, garantindo que diferentes perfis de eleitores possam votar com segurança e autonomia.
Segundo a presidente do TSE, o modelo eliminou práticas que comprometiam a legitimidade do processo eleitoral.
“Nesses 30 anos, a urna acabou com a fraude eleitoral (...) e com a possibilidade de a gente ter um resultado que não corresponde ao votado pelo povo”, concluiu.
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