Cidades
Publicado em 04/11/2025, às 12h19 Reprodução/Governo do Estado do RN - Ricardo Botelho/MInfra Dani Oliveira
O excesso de velocidade continua sendo uma das principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras. De acordo com dados preliminares do Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest), foram contabilizados 453 mil acidentes de trânsito no país, sendo 7,4 mil ocorrências fatais entre janeiro e maio deste ano.
Com o objetivo de evitar o aumento desses números, o Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem-RN) intensificou a fiscalização dos cronotacógrafos, equipamentos que funcionam como a “caixa-preta” de caminhões e ônibus.
Entre os dias 29 e 31 de outubro, foram fiscalizados 897 cronotacógrafos em veículos que trafegavam pela rodovia federal BR-304. Em 59 veículos, foram encontradas irregularidades por certificado vencido. A ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante a fiscalização, os técnicos verificam se o instrumento está de acordo com a legislação metrológica, observando a validade do certificado, se as marcas de selagem estão íntegras e se correspondem à numeração constante no certificado de verificação. Caso o cronotacógrafo esteja irregular, o motorista recebe um termo de ocorrência e um auto de infração, podendo ser multado.
“A verificação periódica do cronotacógrafo, além de ser obrigatória, é um procedimento essencial para a segurança no trânsito, especialmente no combate ao excesso de velocidade, uma das principais causas de acidentes graves envolvendo ônibus e caminhões”, reforça o diretor-geral do Ipem-RN, Itamar Ciríaco.
Certificado de Verificação
O Certificado de Verificação é concedido após o proprietário do veículo comparecer a a um posto autorizado pelo Inmetro, onde são realizados a selagem e os ensaios do equipamento, com emissão de um certificado provisório válido por 30 dias.
Em seguida, a documentação é encaminhada ao Ipem-RN, que analisa e aprova ou reprova os testes realizados. Em caso de aprovação, é emitido um certificado definitivo com validade de dois anos. Caso contrário, o proprietário é notificado para regularizar a situação.