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Cidades

MPRN identifica falhas elétricas que comprometem segurança de dois presídios no RN

Ministério Público do Rio Grande do Norte inicia procedimento para monitorar obra elétrica após falhas em presídios de Nísia Floresta  |  José Aldenir

Publicado em 27/10/2026, às 08h04   José Aldenir   Lavínia Manso

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento para acompanhar uma obra elétrica de R$ 1,8 milhão após identificar falhas que comprometem a segurança, o atendimento de saúde e o saneamento de dois presídios em Nísia Floresta, na Grande Natal. A medida, publicada nesta segunda-feira (26), busca fiscalizar os serviços e a aplicação dos recursos destinados à recuperação da estrutura.

A apuração envolve a Penitenciária Estadual Dr. Francisco Nogueira Fernandes, conhecida como Alcaçuz, e o Presídio Rogério Coutinho Madruga. Inspeções nas unidades apontaram problemas antigos na rede elétrica, com consequências para diferentes setores do complexo.

Entre as irregularidades estão defeitos na abertura e no fechamento automático de portões e portas dos pavilhões. O órgão também identificou instabilidade e queima de telas e componentes do sistema de câmeras de segurança.

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Curto-circuito e falhas prejudicam saúde e saneamento

Um dos registros envolve um curto-circuito seguido de incêndio no equipamento que fornece energia de emergência ao scanner usado para inspecionar pessoas e alimentos.

No atendimento odontológico, os problemas elétricos causaram superaquecimento e queima do compressor de um equipamento. Autoclaves e outros aparelhos utilizados para esterilizar materiais também apresentaram falhas de funcionamento.

O abastecimento de água e o esgotamento sanitário foram igualmente afetados. Segundo o MPRN, defeitos recorrentes nas bombas dos poços artesianos e nos equipamentos de transporte de esgoto provocaram transbordamento de fossas e acúmulo de resíduos líquidos a céu aberto.

Verba aprovada será acompanhada pela Promotoria

Os R$ 1,8 milhão foram autorizados por unanimidade pelo Conselho Diretor do Fundo Penitenciário do Estado (Funpern), em reunião extraordinária realizada em agosto (3). A destinação dos recursos contempla a execução do projeto elétrico de Alcaçuz.

A 2ª Promotoria de Justiça de Nísia Floresta quer verificar se o valor permitirá recuperar toda a rede elétrica das duas unidades ou se será utilizado apenas em parte das instalações.

Responsável pelo acompanhamento, a promotora Raquel Batista de Ataíde Fagundes requisitou à Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) informações sobre o planejamento e a execução da obra.

Secretaria terá 20 dias para apresentar documentos

A Seap deverá responder em até 20 dias após receber a requisição. Entre as informações solicitadas está a fase em que se encontra o processo de licitação ou contratação dos serviços.

A secretaria também terá de encaminhar o projeto técnico e o cronograma de execução, com os valores previstos para cada etapa. A Promotoria pediu ainda acesso ao processo administrativo eletrônico para acompanhar o planejamento e a movimentação dos recursos.

O novo procedimento amplia a fiscalização sobre as condições dos presídios. O MPRN já acompanhava a estrutura das duas unidades em procedimentos anteriores, abertos em 2023 e 2024.

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TagsIrregularidadesMPRNInfraestrutura penitenciária