Cidades
Publicado em 01/07/2026, às 17h45 Tânia Rêgo/Agência Brasil Jussier Lucas
O mercado de trabalho do Rio Grande do Norte voltou a registrar saldo positivo em maio, impulsionado principalmente pelo consumo das famílias e pela demanda por serviços essenciais. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pelo Instituto Fecomércio RN (IFC), mostram que o estado encerrou o mês com 109 novas vagas formais.
O resultado representa uma recuperação em relação a abril, quando o estado havia registrado saldo negativo de 311 postos de trabalho. Apesar da melhora, o desempenho ainda ficou abaixo do observado em maio de 2025, quando foram criadas 2.159 vagas com carteira assinada.
Segundo a análise da Fecomércio RN, os setores de Comércio e Serviços foram decisivos para manter o mercado de trabalho em crescimento. Juntos, eles responderam por 556 novos empregos, número superior ao saldo total registrado no estado no período.
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Entre as atividades que mais contrataram em maio, o destaque foi o setor de Saúde, responsável pela abertura de 275 vagas. Também apresentaram desempenho positivo os supermercados, com saldo de 123 empregos, além do comércio de veículos e peças (+98), educação (+61), atividades de armazenamento e logística (+51) e farmácias (+45).
Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o resultado demonstra a força do setor terciário na economia potiguar, especialmente em um cenário de desaceleração em outros segmentos.
Enquanto Comércio e Serviços avançaram, a agropecuária e a construção civil registraram retração. O setor agropecuário fechou 244 postos de trabalho em maio, enquanto a construção civil perdeu 229 vagas. As maiores reduções ocorreram no cultivo de melão, nas obras de infraestrutura e na construção de edifícios.
O desempenho desses segmentos também influenciou o resultado regional. Em maio, o Rio Grande do Norte teve o segundo menor saldo de empregos do Nordeste, ficando à frente apenas de Alagoas, estado que também foi impactado pelas demissões na agroindústria.
No acumulado de janeiro a maio, Comércio e Serviços mantiveram a liderança na geração de empregos, com 5.390 vagas criadas. Os principais destaques foram Saúde (+909), Educação (+831), comércio atacadista (+362), comércio de veículos e peças (+290) e farmácias (+133). Já a construção civil acumulou saldo positivo de 1.560 postos de trabalho no período.
Apesar desses resultados, as perdas registradas na agropecuária (-5.580) e na indústria (-1.149), especialmente em atividades ligadas à agroindústria, reduziram o impacto positivo das contratações e limitaram o crescimento do mercado formal de trabalho no estado nos primeiros cinco meses de 2026.