Cidades
Publicado em 15/06/2026, às 09h57 Reprodução/Internet Malu Machado
Uma entrevista emocionante exibida pelo programa Domingo Espetacular trouxe novos detalhes sobre os últimos minutos de vida de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.
A jovem morreu após ser arremessada de uma altura de 40 metros na "Ponte do Esqueleto", em Limeira (SP), durante a prática de rope jump - uma modalidade de salto em queda livre. Os organizadores esqueceram de amarrar a corda de segurança no equipamento da vítima.
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A enfermeira Rayza, que estava no local e desceu para prestar os primeiros socorros, relembrou o momento dramático. Segundo ela, apesar da gravidade da queda, Maria Eduarda ainda tinha pulsação e apresentava uma respiração muito ofegante. Na tentativa desesperada de mantê-la consciente, a profissional tentou acalmá-la:
“Eu falei para ela: ‘Duda, ninguém morre no meu plantão’”, revelou a enfermeira, abalada e emocionada durante a entrevista. Infelizmente, a jovem não resistiu aos graves ferimentos e o óbito foi constatado ainda no local.
Veja relato:
Além do erro gritante que provocou a queda, a postura dos instrutores logo após a tragédia mudou o rumo do caso e gerou revolta.
De acordo com o Boletim de Ocorrência obtido pela polícia, a sequência de fatos na ponte aponta para omissão de socorro e tentativa de destruição de provas:
Apesar da tentativa de fuga inicial, a Polícia Militar agiu rápido e deteve os envolvidos. Três homens responsáveis pela atividade foram presos em flagrante e responderão por homicídio com dolo eventual, quando não há a intenção direta de matar, mas a conduta assume totalmente o risco de produzir a morte (neste caso, arremessar alguém de uma ponte sem checar as cordas).
A prefeitura de Limeira informou que a fiscalização e a segurança da Ponte do Esqueleto (que está desativada há 30 anos) são de responsabilidade do Governo Federal e que cobrará medidas judiciais sobre o acesso ao local.