Cidades
Publicado em 08/01/2026, às 09h51 Valter Campanato/Agência Brasil Malu Machado
Brasília amanheceu sob forte esquema de segurança nesta quinta-feira (8/1), data que marca os três anos dos atos golpistas de 2023. As ações de bloqueios na Esplanada dos Ministérios são precauções para uma série de eventos institucionais que buscam reafirmar a "Democracia Inabalada" e lembrar o dia em que as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
Em uma operação integrada que segue o protocolo de "grandes eventos", a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) montou um esquema inédito para garantir a ordem e evitar qualquer repetição dos incidentes. O isolamento da Esplanada, de responsabilidade da Polícia Militar (PMDF), começou à 00h01 e só será desfeito ao término dos atos.
As vias de acesso ao local, como a Via N1, têm intervenções de trânsito e desvios. O público só pode acessar a área mediante credenciamento prévio, com monitoramento rigoroso, revistas de mochilas e prontidão de tropas especializadas, incluindo um sistema antidrone.
O alto grau de controle é uma resposta direta à invasão de 2023. O objetivo da SSP/DF é ampliar o monitoramento, reduzir o tempo de resposta a incidentes e potencializar as ações preventivas.
Veja vídeo:
Os Poderes realizam eventos focados na memória e na reconstrução institucional.
O Supremo Tribunal Federal (STF), um dos alvos mais atingidos pelos vândalos, é o palco de uma programação especial que busca "virar a página, mas sem arrancá-la da história". O evento, chamado “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, inclui:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de uma cerimônia institucional ainda pela manhã no Palácio do Planalto, que também foi alvo da violência.
Apesar da importância do dia, a união simbólica entre os Poderes foi incompleta. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), optaram por não comparecer à cerimônia oficial do Governo Federal, repetindo ausências de anos anteriores.