Cidades
Publicado em 15/09/2026, às 15h54 reprodução Elí Bernardo
Um grupo de artistas, produtores, músicos, técnicos, professores, grupos, coletivos e outros trabalhadores da cultura de Parnamirim realizam, nesta quarta-feira (16), um ato político-cultural para cobrar da Prefeitura informações sobre a execução das políticas culturais do município.
O protesto está marcado para as 16h, no Caminhódromo, nas proximidades da sede da Prefeitura.
Entre as principais reivindicações:
O ato dos artistas é organizado por trabalhadores da cultura que afirmam buscar respostas da Secretaria Municipal de Cultura (SEMUC) há meses. Segundo o grupo, também existe a insatisfação com a falta de diálogo com a gestão municipal e com o funcionamento do Conselho Municipal de Política Cultural.
A PNAB é uma política de âmbito federal, de financiamento permanente do setor cultural, criada pela Lei nº 14.399/2022. Os recursos são repassados pela União aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, que devem cumprir regras específicas para sua execução.
No caso do município de Parnamirim, os trabalhadores afirmam que têm solicitado informações sobre os recursos destinados a cidade e sobre quando serão publicados os editais. De acordo com os organizadores do movimento, a Prefeitura teria atribuído anteriormente a demora a questões burocráticas e administrativas relacionadas à movimentação dos recursos.
Segundo a organização, mesmo após a regularização da situação bancária, permanecem dúvidas sobre valores disponíveis, cronograma, editais e critérios para aplicação dos recursos.
A afirmação, no entanto, precisa ser confrontada com os dados oficiais de execução da PNABno município e com informações da própria Prefeitura de Parnamirim.
Questionada, a reportagem solicitou esclarecimentos à gestão municipal sobre o estágio atual da execução dos recursos, os valores recebidos, o que já foi executado e o cronograma previsto para os próximos editais, mas até o fechamento da matéria não houve retorno.
Pagamentos em atraso
Uma outra reclamação apresentada pelos trabalhadores diz respeito a pagamentos de profissionais ligados a atividades culturais realizadas ou contratadas pelo município.
O movimento citou, entre os casos, integrantes da Orquestra e oficineiros, além de serviços e eventos que, segundo os trabalhadores, já teriam sido realizados e ainda aguardariam pagamento.
Conselho de Política Cultural
A mobilização dos artistas também questiona o funcionamento do Conselho Municipal de Política Cultural.
Segundo representantes da sociedade civil citados pelo movimento, existiria dificuldades para obter respostas formais da Secretaria de Cultura, realizar reuniões regularmente e acompanhar decisões relacionadas às políticas públicas do setor.
Os trabalhadores apontam ainda cadeiras não preenchidas, ausência de calendário regular de reuniões e problemas de comunicação institucional do Conselho.